Extremo Sul: quais fatores contribuem para previsão de temporais no fim de semana?

Probabilidade de chuva chega a 90% até o domingo em diversas cidades

Bombeiros atuam em enchente de Medeiros Neto. Foto: 18º GBM/Divulgação

Uma semana após enfrentar a pior enchente em cinco décadas, o município de Medeiros Neto começa a se recuperar dos impactos causados no cotidiano dos moradores. Itamaraju, Jucuruçu, Porto Seguro, Prado, Eunápolis, Teixeira de Freitas e outras cidades passam pelo mesmo drama na região.

Mas a retomada da vida normal, amparada por ações dos governos e empenho de voluntários de diferentes lugares, ainda convive com temores de que novas cheias dos rios que cortam o Extremo Sul possam acontecer. E isso tem alguns motivos.

Satélite GOES-16 mostra corredor de umidade que se aproxima da região. Imagem: Reprodução/Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)

Nesta semana, ganhou as manchetes da TV em rede nacional a previsão de que novos volumes de água devem cair sobre a região. É verdade.

Conforme o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a chance de chuva é de 90% até o domingo em cidades como Teixeira de Freitas e Medeiros Neto. Em Jucuruçu, 70%; o mesmo para a cidade mineira de Machacalis.

O portal ClimaTempo aponta algumas causas de tanta chuva:

  • um corredor de umidade deve estacionar sobre o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo e também sobre o estado da Bahia;
  • a passagem de uma frente fria em alto mar, associada a um sistema de baixa pressão;
  • o oceano Atlântico está mais quente que o normal na altura do estado baiano;
  • a atuação da La Niña e a formação de sistemas meteorológicos que “estacionam” na região.

Ainda segundo portal, pode cair mais de 100mm de chuva nestas áreas em apenas 5 dias. O cenário deve se estender até o fim do ano e janeiro de 2022.

Diante disso, a possibilidade de novas enchentes deve ser motivo de atenção por parte dos moradores e poder público.

Dicas de segurança do Corpo de Bombeiros

O 18º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), sediado em Teixeira de Freitas, lançou um bloco de orientações de como agir diante de condições climáticas adversas.

Já para áreas alagadas, algumas orientações são:

  • Nunca tentear atravessar. Existem buracos e bueiros sem tampas encobertos pela água que não podem ser vistos, ocasionando acidentes;
  • Ficar longe das correntes de água, pois ocorrem em grande velocidade e volume, podendo arrastar uma pessoa com muita facilidade, e ainda carregam objetos que podem causar ferimentos;
  • Se for pego em uma correnteza, flutuar com a barriga para cima e os pés a frente de forma a proteger a cabeça;
  • Ao ver alguma pessoa com dificuldade na água, ligar para o Corpo de Bombeiros (193).

A corporação indica ainda que choque elétrico é o segundo maior causador de  mortes durante inundações, portanto, deve-se afastar de postes e/ou linhas de transmissão caídas.

Tétano, leptospirose, febre tifoide, hepatite A e esquistossomose são algumas doenças que podem ser transmitidas através do contato com água contaminada. Algumas orientações são: fazer uso somente de água tratada, limpar adequadamente os reservatórios e lavar as mãos antes de manipular alimentos.

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