Votar

Dia quinze, o voto é a estrela e a única lâmpada a brilhar solitária num halo luminoso na consciência.

No silêncio da cabine, a cidadania é exercida e martelam diferentes candidatos sendo o eleitor um senhor lembrando só para si o candidato preferido, e com este ato não podemos deixar que algo morra e nos transforme em zumbi votando nulo ou em branco.

A eleição é o momento da escolha e da ação. A democracia é um grande quebra-cabeça onde cada um tem algo a dizer votando. Se não alguns sonhos irão morrer. O voto não é a infância pobre do candidato ou ser arrimo de família estas grandes dores do viver.

É um ato seguro, nítido e democrático no candidato capaz. Mas, muitos políticos recebem com as mãos sujas, a confiança do eleitor, e as flores que vão colhendo no jardim do seu mandato logo têm, presas em seus dedos frios, uma sutil corrupção, que as desmerece e avilta, criando uma barreira escura como o eleitor.

Maldito é a inconsequência da maioria dos políticos.

Quer saber o que a democracia tem a ensinar? Comece a olhar para os regimes fascistas, para as ditaduras, veja a Venezuela hoje. Como você recebe a falta de liberdade? É uma rosa murcha, sendo o viver livre um botão bonito.

A forma como construiremos nossa democracia será moldada na nossa experiência do voto. Pode ser que em algum momento, no entanto, a frustração chegue abalando a delicada ordem desse arranjo complexo que é o regime democrático. Essa deterioração aparece com a corrupção.

Na consciência, a escolha tem uma aparência externa que é um reflexo do encanto e do esplendor interior de esperança mas a visão dos atos políticos de improbidade é a realidade de um político moribundo dentro de seu próprio vazio. A percepção na hora de votar faz a realidade, mesmo que essa percepção seja uma mentira.

*João é natural de Salvador, onde reside. Engenheiro civil e de segurança do trabalho, é perito da Justiça do Trabalho e Federal. Neste espaço, nos apresenta o mundo sob sua ótica. Acompanhe no site www.osollo.com.br.

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