Violência doméstica

Com o confinamento, a violência doméstica aumentou e já existe uma lei sancionada pelo presidente (Lei 14.022), de 20.08.2020 para proteção de mulheres, idosos , crianças e pessoas com deficiência. Existem mulheres que após os tapas vivem um daqueles raros momentos em que a compressão se altera e algo mexe com sua bússola interior, e o impossível passa a existe, uma nova vida, longe da escravidão do casamento.

Uma destas mulheres , se tornou bilionária tendo como um dos motivos a mudança após as agressões. Quando existe a violência, certamente é de alguém doente em si mesmo, que precisa ser denunciado, mas, muitas vezes, isto não acontece, mas a coragem de acabar a relação desperta uma nova pessoa, foi o que aconteceu com J.K Rowling, os dois anos
que a escritora viveu na cidade do Porto, no Norte de Portugal, parecia não ter sido os melhores de sua vida. Ela deixou Manchester, na Inglaterra, em novembro de 1991 e instalou-se, com duas professoras britânicas, em um apartamento sobre a Farmácia da Prelada, numa região de habitações simples. Tinha 26 anos, dava aulas de inglês em uma modesta escola de línguas e frequentava boates decadentes.

Embora de temperamento reservado, Rowling era tida como “gira” – em Portugal, sinônimo de “bonita” – e,cinco meses após sua chegada, começou a namorar o estudante de jornalismo português Jorge Arantes, que conheceu no Meia Cave, bar com música ao vivo à beira do Rio Douro.

Rowling engravidou de Arantes, perdeu o bebê, casou-se com ele num cartório na Rua de Ceuta e teve uma menina. O relacionamento era tumultuado, e, numa madrugada fria de novembro de 1993, Arantes expulsou Rowling da casa em que viviam, após estapeá-la.

Na manhã seguinte, ela voltou para buscar a filha, então quatro meses depois, lançou Harry Potter e a Pedra Filosofal, o primeiro volume da saga e da franquia que a tornaria dona de uma fortuna estimada em 5,2 bilhões de reais. Ela deve ter tido horas de silêncio para dar está reviravolta na vida e fazer está escolha, que muitas mulheres não fazem e ficam presas pelo medo ou dependência.

Durante um curto período, a mulher agredida habita dois mundos, flutua entre eles o mundo da dependência do marido castrador e o mundo mágico da liberdade. A escolha é dela, mas há certa uniformidade monótona nos destinos das mulheres subjugadas pela prisão do medo e da dependência.

A vida destas mulheres se desenvolve segundo leis antigas e imutáveis, segundo uma cadência própria, uniforme e antiga do machismo. Os sonhos nunca se realizam, e assim que os veem em frangalhos compreendem subitamente que as alegrias maiores de suas vida estão fora da realidade do casamento,assim que os veem em pedaços teem nostalgia do tempo de solteira rico de desejos a realizar, após o matrimônio vêem que escapou para sempre a mansa ordem da vida quando agredidas e têm que tomar uma atitude ou sucumbi a violência, podendo até perder a vida.

*João é natural de Salvador, onde reside. Engenheiro civil e de segurança do trabalho, é perito da Justiça do Trabalho e Federal. Neste espaço, nos apresenta o mundo sob sua ótica. Acompanhe no site www.osollo.com.br.

Comente!

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui