Vereador Cona é acusado de forçar namorada a abortar gêmeos

Vereador Edmundo Santos, conhecido como Cona
O vereador Edmundo Santos (PT), o Cona, eleito nas eleições 2008 pelo distrito de Guarani, no município de Prado, é acusado de ser protagonista de um episódio polêmico e bárbaro.

Cona é suspeito de ter forçado a namorada Ranieli Alves Conceição, que completou 18 anos recentemente, a realizar um aborto. Rani, como é conhecida na localidade, estava grávida de gêmeos e já passava do segundo mês de gestação quando teria passado mal na última quarta-feira (26/1).
Levada para a Policlínica de Itamaraju pelo próprio vereador, Rani chegou com forte sangramento e, após procedimentos médicos, constatou-se que se tratava de um aborto que infelizmente culminara na morte dos 2 bebês, filhos do parlamentar.
A suspeita contra o vereador parte dos próprios familiares da vítima que relataram o ocorrido à reportagem do Teixeira Notícias. “Quando foi na quarta-feira ou quinta-feira (27/1), ele [Cona] levou Rani pra Itamaraju. Ela contou pra prima que achava que estava grávida e que ele estava querendo comprar remédio pra matar o filho. Ele estava lá em casa com ela, quando os dois saíram pra Itamaraju”, afirmou Sandoval do Carmo Conceição, pai de Ranieli.
Ainda segundo seu Sandoval, no dia seguinte, Cona apareceu na casa da família para pegar algumas roupas de Rani. Naquele momento, a reação do pai foi automática: “Oxente! Cadê Ranieli?”. Ao que o vereador Cona respondeu que a filha estava na fazenda de Jonga [Amaral, prefeito de Prado].
“Quando foi mais tarde, uns amigos nossos ligaram lá de Itamaraju falando que ela estava internada. Minha esposa foi lá e o pessoal confirmou que ela realmente estava internada. O pessoal não queria nem dar satisfação, mas, depois de muita insistência, a enfermeira confirmou que era um caso de aborto”, acrescentou seu Sandoval do Carmo Conceição.
Revoltado com o comportamento do vereador, seu Sandoval relatou que, quando Cona saía do hospital com Ranielli, virou para mãe da namorada e disse que Ranieli não tinha que dar satisfação a ninguém. “Poxa, como ela não deve satisfação a mim, ela é minha filha”, cobrou o pai da vítima.
Procurada pela reportagem do TN, a prima de Ranielli, A.N.A, assegurou que esteve com Rani e que ela confirmou que o vereador teria ido à farmácia comprar o remédio abortivo. “Ela me falou que ele queria comprar, que foi à farmácia e apreçou, e que o remédio custava 400 contos. Ela me falou que ele ia comprar o remédio e ia dar pra ela tomar”, afirmou a prima de Rani, que está grávida e que teria aconselhado Rani a não abortar.
Seu Sandoval, que trabalha como catador de lixo, levou a reportagem até Rani, que estava em repouso. Falando à reportagem, Rani negou que o vereador tenha dado remédio para ela abortar. Confirmou que estava grávida de 2 meses e que foi para o hospital na quarta-feira (26/1), ficando até sexta, onde perdeu os 2 bebês. “Ele não me deu remédio nenhum”, afirmou Rani, que chegou a entrar em contradição quando perguntada sobre o nome do remédio que teria tomado para abortar. “Eu não vi não.”
Seu Sandoval, pai de Ranielli, por fim, desabafou: “Se ele não quisesse assumir, tudo bem, mas não precisava matar as crianças. Mesmo na dificuldade, a gente criava das crianças”.

A equipe do TN tentou localizar o vereador, mas não conseguiu. Foi tentado o contato telefônico por diversas vezes, mas o telefone só cai na caixa postal.

Fonte: Teixeira Notícias

 

 

 

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