Varejo cresce 11,6% na Bahia e contribui com aumento de empregos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio, que revela um dado otimista em relação à economia baiana: o comércio varejista do estado teve alta acumulada de 11,6% no primeiro semestre de 2010 em comparação com o mesmo período do ano passado. Uma conjuntura de fatores foi apontada como determinantes para este aumento.

O crescimento do varejo, revelou o estudo, está calcado na expansão do crédito, ampliação dos prazos de parcelamento, melhoria dos rendimentos dos consumidores de menor poder aquisitivo e aumento do emprego formal no estado. De acordo a Superintendência de Estudos Sociais e Econômicos da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento, foram criados 240,3 mil empregos com carteira assinada, praticamente igualando-se aos gerados nos 12 anos anteriores a 2007. O número de vagas abertas nos três governos que precederam a Wagner é superior em apenas 2.000 até este mês agosto de 2010, devendo ser superado antes do final do ano.

Desempenho

No primeiro semestre deste ano, um dos destaques no desempenho no comércio foi o setor de supermercados, produtos, alimentícios e bebidas e fumo (9,2%). Apesar de não ter o maior percentual de alta entre os segmentos pesquisados, este grupo tem a maior representatividade, já que corresponde à metade do volume de vendas de todo comércio varejista baiano. Os maiores crescimentos estão nos ramos de equipamentos, materiais para escritório, informática e comunicação (27,9%) e móveis e eletrodomésticos (25%).

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados recentemente, o governo do estado gerou mais de oito mil empregos em julho de 2010. Em termos absolutos, esse desempenho é o segundo melhor de toda a série histórica do Caged para o período, sendo superado apenas pelo ocorrido em 2009, com 9,8 mil postos de trabalho. O resultado é decorrente, principalmente, da expansão nos setores da Construção Civil (mais 4,9 mil postos), dos Serviços (mais 3,1 mil) e da Indústria de Transformação (mais 1,1 mil), cujos saldos superaram a queda do Comércio (menos 856 postos).

As principais ações do governo estadual para incrementar a geração de empregos foram o estímulo à organização das diversas cadeias produtivas, os incentivos do Programa Desenvolve, a negociação dos créditos de ICMS acumulados pelas indústrias do Pólo de Camaçari e os investimentos públicos em infraestrutura social. Com isso, a Bahia conseguiu desconcentrar e diversificar o crescimento econômico.

Fonte: Coordenação de Jornalismo da Campanha “Sou Wagner 13”

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