Uma comunidade de remidos

“Irmãos, se alguém for vencido por algum pecado, vocês que são guiados pelo Espírito devem, com mansidão, ajudá-lo a voltar ao caminho certo. E cada um cuide para não ser tentado.” (Gálatas 6.1)

Num planeta de pecadores, há comunidades de redimidos. Graças a Deus, pois foi ideia dele fazer assim. Ele já havia criado todas as cosias e deixou tudo sob nossos cuidados. Mas pecamos e não temos feito um bom trabalho como mordomos da criação. Então Ele nos amou e enviou Jesus que morreu por nós. Nele temos a redenção. E então, mais uma vez, Ele nos entregou a responsabilidade. A igreja é a reunião dos que creem na redenção em Cristo e uma comunidade vocacionada a proclamar o amor e graça de Deus. Temos o Espírito Santo para nos guiar em toda verdade. Assim como no cuidado com a criação, somos determinantes na vida e papel da igreja. Quanta responsabilidade!

Como igreja temos muitos desafios: negar a nós em favor de Jesus, buscar fazer o que é correto aos olhos de todos em obediência a Deus, levar as cargas pesadas uns dos outros, anunciar a mensagem da cruz, socorrer os necessitados, buscar a santidade, nos animar mutuamente, nos manter unidos e nos reunindo para encorajamento e aperfeiçoamento… e tantas outras coisas. Jesus resumiu tudo mandando-nos amar a Deus sobre tudo e ao próximo como ele nos amou. Como anda nosso desempenho?

Deveríamos responder com frequência a esta pergunta pois somos parte da igreja e nosso desempenho afeta a imagem e papel da igreja. Há quem julgue que temos nos saído muito mal. Desistiram da igreja e alguns não creem na igreja. Há quem julgue que temos nos saído muito bem. Não admitem críticas à igreja e não teriam vida fora dos limites dos acontecimentos religiosos. Não é fácil sermos o que uma igreja deve ser.
Se ela desejar ser santa, precisará ser amorosa. Se ocupar-se da santidade como missão, fracassará na santidade e no amor. Se ocupar-se do amor como missão, será amorosa e santa. Ela deve entender o Evangelho para anunciá-lo, mas precisa entender, e muito, de ser humano, a quem deve anunciar o Evangelho. Ela precisa de uma cultura própria: liturgias, ritos, usos, costumes. Mas não pode apegar-se demais a nada disso, sendo capaz de seguir se renovando, se repensando. Deve entender que, no processo de reprovar o pecado e amar o pecador, só Deus sabe como agir. Ela sempre correrá o risco de errar. O caminho mais seguro é seguir amando o pecador e aprendendo sobre o pecado. Ela combaterá o pecado mais eficientemente na medida em que amar mais incondicionalmente o pecador. Deus faz assim!

Já deveríamos ter compreendido que não estamos seguindo a Cristo quando temos como ofício condenar pecados ou pecadores. Jesus não veio para condenar pecados ou pecadores. Ele veio buscar e salvar pecadores. Seu alvo eram os perdidos, os doentes e maus aos olhos de muitos. Somos igreja de Jesus na medida em que amamos, buscamos e procuramos ofertar salvação a pecadores.

As vezes penso que, querendo fazer o que nos parece certo, agimos completamente errado. Fazemos da igreja o que ela jamais deveria ser. E fazermos isso cheios de orgulho. Devemos ter clareza que a igreja é menos uma sala de troféus e muito mais uma sala de primeiros socorros. Nela precisa imperar o amor, o respeito, a bondade e a graça. Nela deve haver lugar para todos que desejarem conhecer a Deus e ouvir sobre seu amor. Alguns jamais se renderão e somente Deus sabe quem de fato lhe pertence. Creio sinceramente que é uma igreja assim a única com reais possibilidades de ser santa e um lugar de vida para pecadores nesse planeta cheio deles!

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