Um Barco à Deriva!

“Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de                                                      governar outros”, Mahatma Gandhi (1869-1948).

 

Imagine-se um barco a navegar num oceano em que ventos se transformam em turbilhões, ondas em maremotos e a claridade dos céus muda a cada milha percorrida, tudo em tempo curto e a descompassos, a cada dia de navegação, mesmo que, vez ou outra, haja vislumbres de calmaria!

Independente de observações a mais que se queira agregar, a comparação em questão é pertinente pelos acontecimentos a envolver aspectos econômicos, empresariais e políticos que têm sido observados na sociedade brasileira, análogos à patologia dos transtornos ciclotímicos, indo da depressão à euforia, como montanhas-russas e seus altos e baixos, e as resultantes deletérias interfaces ocorridas nos estratos sociais do País.

A questão é, mesmo não se computando outras, onde se encontram o timoneiro e a tripulação responsáveis pela condução da “nau” brasileira a um porto seguro?

Fernando Pessoa, poeta das terras lusitanas, ilustrou sua visão de mundo numa frase de significância exemplar, quando afirmou “navegar é preciso, viver não é preciso”, talvez buscando traduzir muito mais as querelas do viver, pelas complexidades que acompanham, apoiam ou não a conduta do homem, em face às imprecisões dos seus atos e feitos.

Navegar, por outro lado, será tão preciso quanto existentes as reais condições e os meios que orientam na direção das travessias pretendidas.  Mas, é isto que se vê na realidade brasileira, açoitada por tempestades e o “barco”, a toda hora, prestes a soçobrar?!

Gerenciar não é tarefa daqueles que, apenas de maneira imediata e açodada, têm pretensões de poder, de domínio e que de forma aventuresca se lançam à busca de espaços no meio social em que vivem, sem medir os custos e a qualquer preço, não avaliando as consequências dos seus gestos.

As práticas modernas, para não se afirmar atuais, da administração focalizam a figura do gestor num plano de liderança e comprometimento de suas ações, ambas voltadas para as realizações que signifiquem a melhoria do bem comum, a satisfação nos resultados alcançados e, preferencialmente, com dispêndios razoáveis e transparentes.

Assim, uma vez alcançados os efeitos qualitativos e voltados à satisfação dos beneficiados ou da clientela, não apenas a (in) competência do gestor estará confirmada, a corroborar e reafirmar ou não a liderança do timoneiro e da tripulação que, momentaneamente, dirigem o “barco”.

No entanto, é visível que os pífios resultados presentes na atual realidade brasileira conduzem à percepção que o País colhe os desatinos da ‘”pedagogia do sofrimento” a que foi ultimamente submetido, com sua população a sofrer as humilhantes consequências e, em razão, a reclamar por mudanças de direção, de rumos e de novas conquistas.

E, então, uma vez realizado o diagnóstico situacional, quais as recomendações indicadas para a superação do tenebroso quadro sistêmico, orgânico, insidioso e irresponsável instalado, de forma a que o País retorne as rédeas de um processo decente de desenvolvimento, com fundamento nos princípios básicos da cidadania?

Reflita-se, pois, é o mínimo recomendável!

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