UFSB realiza 2ª edição da Feira da Agricultura Familiar e professora lança livro “Aranã e a Cacimba”

UFSB realiza segunda edição da Feira da Agricultura Familiar em Teixeira de Freitas. Fotos: Lenio Cidreira/OSollo

A Feira da Agricultura Familiar aconteceu na manhã desta sexta-feira (20/04), no campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), ao lado da Policlínica, em Teixeira de Freitas. A feira é um projeto de extensão da universidade, sob a coordenação dos professores Frederico Monteiro Neves e Dirceu Benincá. Estudantes de escolas públicas e privadas, universitários, membros do Movimento dos Trabalhadores sem Terra, servidores do município e comunidade conferiram de perto os produtos e participaram de rodas de conversa, jogos e brincadeiras Pataxó com as crianças indígenas. Além disso, puderam ver de perto o lançamento do livro “Aranã e a Cacimba”, da professora e escritora Marina Miranda.

Professor do campus da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) na área de ciências humanas e sociais, e coordenador do projeto, Dirceu Benincá

O professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), no Campus Paulo Freire, na área de ciências humanas e sociais, e coordenador do projeto, o professor Dirceu Benincá, disse que “a feira tem diversos objetivos a contemplar nesse projeto, um deles é promover a produção agroecológica, os produtores que oferecem aqui têm o compromisso de serem produzidos sem agrotóxico e sem produtos químicos. Nós queremos incentivar essa prática, porque implica diretamente na promoção da saúde”.

Acrescentou ainda que trocas diversas estão sendo promovidas, porque “além da comercialização de alimentos, temos também o objetivo muito forte de promover trocas de saberes, diálogos, oficinas, palestra, debates”, e completa: “Hoje mesmo está acontecendo o lançamento de um livro e uma linda integração com as crianças indígenas, crianças de escolas de Teixeira de Freitas, oferta de um grupo de saúde verificando pressão, exposição de artesanatos de materiais recicláveis, jogos indígenas, portanto, é um espaço de saberes e troca de experiências, e nós queremos fortalecer, com isso, a perspectiva de uma universidade popular, ou seja, de uma universidade que está efetivamente integrada com a realidade da região e procurando fortalecer o desenvolvimento social, econômico, humano, e integral”.

Jailton Matos, diretor de agricultura da prefeitura municipal de Teixeira de Freitas

O representante o secretário de Agricultura do município, Jailton Matos, que é diretor de Agricultura da prefeitura de Teixeira de Freitas, disse que é uma grande satisfação. “Precisamos de mais movimentos como este, focando realmente a questão da transformação social que é a educação, quando a gente vê essas crianças, passando nesse processo extrassala, isso é muito importante, porque elas vão ter uma visão diferenciada que  têm dentro da teoria, e essa interação aqui com os indígenas, esses momentos de integração foi muito importante também para que elas possam conhecer mais da nossa cultura”, comentou Jailton. Ele relatou que a Secretaria da Agricultura vem passando por alguns processos que focam a integração das comunidades rurais, movimentos dos trabalhadores sem-terra, dos assentamentos, “para que possamos chegar em um denominador comum, que o foco principal é o ser humano, e a agricultura tem esse princípio de humanizar essas ações para chegar o ponto final que é o ser humano”, concluiu.

Professora e escritora Marina Miranda, do campus Paulo Freire, Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)

A professora e escritora Marina Miranda, do campus Paulo Freire, disse que por conta da ancestralidade afro indígena tem se dedicado a pesquisas com infâncias indígenas e negras. “Meu pai é afrodescendente e meus avós eram indígenas, então, por conta dessa identidade fortalecida no país que é pluro, étnico e cultural, eu venho nos últimos anos fazendo pesquisas com infâncias indígenas e negras. Convidei escolas públicas e privadas para um programa com os índios, e não fazer um programa de índio, então, convidei a sociedade como um todo para vir até aqui dialogar com os indígena”, falou Marina, que comentou sobre seu livro “Aranã e a Cacimba”, que conta a história de uma índia Pataxó que traz o valor da sua aldeia e seus costumes com muita aventura e curiosidades. “O lançamento do livro é uma forma de relembrar o compromisso ético, social e cultural que todos temos com a cultura indígena e seus saberes, e transforma esta semana dos povos indígenas em muita gratidão, respeito e valorização das infâncias e dos povos indígenas. Estou muito feliz, mas, muito mais feliz porque vou entregar para as crianças indígenas, com quem eu estive um ano e meio, mais as estudantes de iniciação científica, o livro delas, com o nome delas, onde elas são as personagens, a minha maior felicidade é essa, eu não sou vendedora de livro, sou professora, então, pra mim, é uma realização”, finalizou Marina.

Veja as fotos deste maravilhoso evento cultural promovido pela UFSB

 

 

 

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