Transformação digital e pandemia aumentam desigualdade nas escolas, alerta doutor em educação

Transformação digital e pandemia aumentam desigualdade nas escolas, alerta doutor em educação. Foto: Divulgação

A transformação digital nas escolas aumenta a desigualdade social entre os estudantes. O fato de não haver internet disponível para todos prejudica os alunos mais carentes da população. Porém, existem caminhos e soluções a serem tomados pelos governos caso haja planejamento adequado e utilização de medidas alternativas como rádios e TVs estatais para transmitir conteúdos do currículo escolar.

De acordo com o doutor em educação, Ismael Rocha, em entrevista nesta terça-feira, 23, para o ‘Isso é Bahia’, na rádio A TARDE FM, a pandemia causou um impacto maior na desigualdade entre os alunos, principalmente com a inserção das aulas virtuais sem nenhum tipo de planejamento prévio.

“A gente não consegue ainda ter a dimensão do impacto. A única coisa que posso afirmar com toda segurança é que este impacto é muito grande. Nós temos um passivo enorme e teremos que resolver nos próximos anos. Isso porque a quantidade de meninos e meninas, jovens, adolescentes, crianças, que não tiveram acesso a educação neste último ano e, pelo que parece, em 2021 também é um número muito grande. Eles não tiveram acesso porque a gente ficou restrito ao conhecimento através da internet e a gente sabe que no Brasil a quantidade de pessoas com internet ainda não é grande”, explica o doutor em educação.

Ismael analisa que o distanciamento das pessoas sem acesso a internet e, consequentemente, a educação é “muito complicado” ao país. “Isso, é claro, vai impactar a economia e vai impactar o desenvolvimento”.

‘2 anos em 1’

O doutor em Educação Ismael Rocha também comentou, durante a entrevista, que a ideia de compensar o ano de 2020 na educação em 2021, conhecida como ‘2 anos em 1’ é algo que não tem como dar certo e pode prejudicar o aluno.

“Tenho escutado alguns governantes afirmarem que teremos em 2021 o famoso ‘2 anos em 1’. Perdemos o ano de 2020, mas em 2021 vamos compensar. Isso é uma falácia, porque educação não é formada por caixas coloridas que a gente vai empilhando. A aprendizagem é uma coisa que deve ser feita de maneira contínua e isso não está acontecendo”, afirma.

Fonte: A Tarde

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