Teixeira: Número de portadores do HIV quase dobra em um mês

Da redação

“Nós estamos tendo um aumento de casos de HIV no Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde, principalmente no Nordeste. Estamos dentro dessa região”. Dessa maneira, a enfermeira Rogéria Silva Lopes iniciou a entrevista que deu ao O Sollo sobre esse caso grave. De julho a agosto desse ano, segundo a enfermeira, o número de portadores do HIV aumentou de 177 para 300. “Isso aconteceu em nossos registros para a microrregião, que é atendida por Teixeira de Freitas”, explica a enfermeira.

Rogéria é enfermeira sanitarista, exercendo função assistencial no CTA. A explicação dela é de que as pessoas estão mais tranquilas, vivendo mais tempo com HIV e tendo uma certa qualidade de vida: “as pessoas perderam um pouco o medo do HIV, o que, inclusive, influiu para que cada vez mais pessoas desprezem o uso do preservativo”, ressalta.

Perguntada porque Cazuza e outros morreram de AIDS, a enfermeira explicou: “Naquela época não tínhamos todos os antirretrovirais que temos hoje. Isso foi na década de 80, quando era muito mais terrível ter AIDS, até pela pressão midiática”. Rogéria explica que esse relaxamento é nocivo, pois o medicamento não pode ser pensado pela sociedade como uma segurança absoluta ou solução ao HIV. “Essa é uma doença incurável, pode levar à morte, sem falar que o tratamento é composto por fortes químicas, que geram efeitos colaterais terríveis”.

Para a enfermeira, a precoce iniciação sexual com constante troca de parceiros e a ausência de prevenção, com relações promíscuas e sem uso de preservativos, explicam o alastramento da AIDS. “Fica-se com uma pessoa hoje, na semana que vem está com outra, além do uso de drogas injetáveis sem troca de seringas, tudo isso contribui para o alastramento”, explica. A prevenção é tudo para que esse aumento dos casos não aconteça. “É essencial o uso de preservativo”, pontua.

Em Teixeira de Freitas, a orientação vem no CTA/SAE, que também disponibiliza os testes. O telefone do CTA é 3011-2713, ou pode se procurar o serviço na Rua Rondônia, 103, Centro. O sigilo sobre o tratamento é garantido por lei.

 

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