Teixeira: Estudantes e profissionais farmacêuticos protestam contra MP 653/2014

Medida Provisória (MP) 653/2014, leva farmacêuticos e estudantes a realizaram um protesto no final da tarde desta segunda-feira, 25, em frente a antiga prefeitura, no Centro da cidade. A Medida Provisória, segundo os manifestantes, vai contra a Lei 13.021/2014, que reconhece a presença obrigatória do profissional e transforma farmácias e drogarias em estabelecimentos de saúde. Em várias cidades por todo o Brasil aconteceram manifestações.

Além de não reconhecer as farmácias e drogarias como estabelecimento de saúde, a medida propõe que os farmacêuticos não sejam contratados em tempo integral. Uma comissão mista do Senado Federal vai se reunir nesta terça-feira, 25, para avaliar o conteúdo do relatório da MP das Farmácias.

Para a delegada do Conselho Regional de Farmácia, Luciane Manganelli, a MP apresenta riscos não só para a categoria, pois com a aprovação haverá uma diminuição no número de profissionais, mas também para a sociedade. “Os farmacêuticos, estudantes de farmácia e o Conselho Regional de Farmácia estão se manifestando contra essa Medida Provisória. Se realmente for aprovada, as pessoas serão atendidas dentro do estabelecimento por técnicos de saúde – sei que eles são bem treinados – mas teriam que ficar sob orientação de um farmacêutico. Ainda, além de ser uma extinção da categoria, também será um grande risco para a saúde pública”, explica.

“Não apoiamos que um estabelecimento de saúde não tenha um profissional apto para tratar e orientar a população. Sem falar que haverá um grande número de desempregados”, desabafa o farmacêutico Iury lemos.

A lei 13.021/2014 que reconhece farmácia drogarias como estabelecimentos de saúde, segundo Luciane, é uma conquista dos profissionais. “Por isso acredito que o Congresso vai reconhecer que essa medida será um dano para família brasileira. Hoje o maior índice de intoxicação no Brasil é por medicamentos”. Completa.

“Eu como acadêmico do curso de farmácia, acredito que tudo isso seria desmotivador para todos nós estudantes, lembrando que a única cidade do Extremo Sul que tem o curso é Teixeira. Estamos trabalhando fortemente para que a sociedade não tenha esse prejuízo, porque além da categoria, quem mais perde é a sociedade. Estamos querendo chamar a atenção para que essa medida seja derrubada”, esclarece o acadêmico do 7º período de farmácia, Filipe Morais.

 

 

 

Fonte: Mirian Ferreira/Liberdadenews

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