Submissão

“Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou.” (João 6.38)

Eis uma declaração de Jesus que, como tantas outras que fez, deixa claro que segui-lo não será fácil em muitos momentos. Ele veio nos trazer vida, a vida verdadeira, vida plena. Pensamos nela mais frequentemente como uma dádiva – e de fato ela é uma dádiva – e quase nunca como algo que também exige mudanças e esforço de nossa parte. Mas nosso esforço é fundamental, pois é uma dádiva que promove mudanças e exige compromisso. Quando dizemos não a nós para dizer sim a Deus, claro está que não faremos o que queremos. Mas há algo muito especial nisso, pois vamos querer e seremos gratos pelo que fizemos. A dádiva precede o esforço mas sem o esforço não poderemos conhecer as bênçãos que acompanham a dádiva.

É pela graça de Cristo, sem qualquer contribuição nossa, que somos perdoados, somos recebidos como filhos de Deus e recebemos o dom do Espírito Santo (Ef 1.13). E então passamos a viver com Deus, em Cristo. A presença de Deus não é passiva, mas interfere, confronta e nos pede submissão. Não somos cristãos porque nos submetemos, mas não viveremos como cristãos sem submissão. Jesus, que nos faz cristãos, viveu em submissão. Portanto, nossa vontade agora precisa ser repensada, julgada e negada, sempre que necessário, para que a vontade de Deus seja feita. Se nossa vontade for feita contrariando a vontade de Deus, faremos o que queremos, mas depois não vamos querer o que fizemos.

Jesus, estando neste mundo e vivendo nas mesmas condições em que vivemos, embora Filho Unigênito de Deus, precisou dizer não a si mesmos para dizer sim ao Pai. O que nos faz pensar que estamos dispensados desse caminho? O que nos faz pensar que podemos viver por nossa própria vontade o tempo todo e ainda viver plenamente? A vida plena consiste exatamente em vivermos segundo a vontade do Pai! “Que não seja como eu quero, mas como tu queres!” não é fácil de dizer. Mas é o caminho que nos dará alegria e gratidão por tudo que fizermos, por termos feito a vontade do Pai, que é sempre boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).

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