Santidade sem medo

“Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei.” (João 6.37)

Como você dirigiria se soubesse que jamais seria multado? Como você se comportaria se soubesse que jamais seus crimes seriam punidos ou descobertos? A ideia de uma direção segura está para além do princípio da punição. Punir é um expediente para conter aqueles que se orientam mal na vida e ignoram os riscos da velocidade. Em algum momento todos nós falhamos em nutrir e ser guiados por essa consciência. Um comportamento social aceitável e digno é um princípio que está para além do medo da punição. Do contrário seriamos uma sociedade de contidos e não de cidadãos. A lei existe para disciplinar e desencorajar nossas maldades. Mas a ideia é que sejamos bons. A ideia que agir tendo em vista o que é correto e bom, e não apenas como forma de evitar o mal.

Quanto mais madura uma sociedade, mais as coisas se orientam por padrões éticos caracterizados por respeito, humildade e outras qualidades de um caráter saudável e menos pela ameaça e o medo. Na vida espiritual há algo parecido. A maturidade jamais será fruto de ameaças ou poderá ser alcançada por comportamentos que apenas se estabelecem pelo medo do castigo. A saúde e maturidade espiritual vêm de uma perspectiva de vida nova, resultante do amor de Deus. O pecado em todas as suas formas e possibilidades nos adoece e empobrece. Nele jamais encontraremos a vida que  buscamos. Ele não satisfaz! Por outro lado Deus nos ama e é a nossa vida. Em Seu amor e presença está a fonte de nossa realização. Mas o pecado é mais presente, real e conquistador para nós. Ouvimos mais facilmente seus convites do que a voz de Deus.

Por isso Deus nos leva a si mesmo por meio de Cristo. Ele faz isso. E precisamos nos deixar levar. E indo a Cristo devemos escolher crer e jamais duvidar de que somos amados e que por motivo algum seremos mandados embora. Ele sabe que há muitas mudanças necessárias em nós. Mas não nos levará a elas por meio de ameaças. Ele não coloca em jogo seu amor por nós. Ele não volta atrás na decisão de nos receber como filhos. Assim como a direção inconsequente é um risco e uma vida desregrada um ameaça a nós mesmos, nossos pecados são um mal contra nós mesmos. Sem medo de Deus e encantados com Seu amor, devemos resistir ao pecado. Esse é o caminho da vida espiritual saudável e madura. E precisamos aprender a andar por ele.

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