Sacerdócio real

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam.” (1 Pedro 2.9-10)

Cada cristão faz parte do que teólogos costumam denominar de “sacerdócio universal dos crentes ou cristãos”. Esta é uma doutrina que afirma que todo cristão tem um papel sacerdotal. E que papel seria este? Não necessariamente de liderar uma liturgia religiosa mas sim, de liderar uma liturgia existencial, em que ele ser coloca como um sacerdote entre Deus e as pessoas. Não como um mediador, pois Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e todos nós (1 Tm 2.5). Mas como alguém que, conhecendo o amor de Deus, compreende seu papel como restaurador de brechas (Is 58.12), como pacificador (Mt 5.9), como embaixador do Reino e mensageiro da reconciliação (2 Co 5.20), sal e luz (Mt 5.13-14)… A ideia da função sacerdotal talvez possa ser resumida na seguinte expressão: sacerdote é aquele que fala de Deus aos homens e dos homens a Deus.

Nossa responsabilidade sacerdotal é mais um aspecto de nosso seguimento a Cristo, o Supremo Sacerdote. Para vivermos esse nosso chamado precisamos estar cheios de graça e verdade. A mesma graça e verdade que encheu a vida de Cristo quando Ele se tornou carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Um sacerdote precisa ser gracioso e verdadeiro. Os dois termos na vida sacerdotal apontam para a obra do Espirito Santo de nos conduzir à completa aceitação de Deus, ao completo amor de Deus e ao completo pertencimento a Deus (graça). E também de nos iluminar o entendimento para discernirmos o que agrada a Deus, o que significa a vida, quem de fato somos e a antipatizar-nos, cada vez mais, com os enganos da falsidade, com as ilusões e pretenções da superficialidade. Toda superficialidade é pretensiosa! A verdade acende a luz que dissipa os enganos!

Em lugar de nos satisfazermos com o fato de que frequentamos os cultos, de nos sentir engajados no Reino porque cantamos na igreja e temos uma agenda de atividades eclesiásticas – veja bem, estas coisas tem o seu valor – precisamos ir além e vivermos como sacerdócio real. Devemos ter a sabedoria e o cuidado de não nos definirmos apenas pelo aprendizado que recebemos para sermos evangélicos, batistas ou membros de uma igreja. Ser seguidor de Jesus supera tudo isso! É preciso mais e ir além. O Evangelho de Cristo nos convida a ir além! Sua vida deve ser uma dádiva para o mundo, para seus amigos. Há pessoas que precisam de sua amizade e testemunho. Há uma grande falta de palavras sábias, testemunhos verdadeiros, orações guiadas pelo Espírito e toques da graça de Deus. Leve tudo isso dia a dia para as ruas, escolas, empresas, restaurantes, trânsito, bares e cinemas da cidade. Fale de Deus às pessoas. E fale das pessoas a Deus. Pratique o sacerdócio que recebeu de Cristo! Hoje.

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