Rede Sul promove mobilização na Estrada Parque dia 9/03

Na próxima quarta-feira, dia 09, das 8h às 10h, a Rede Sul da Bahia Justo e Sustentável, mobilização de ONGs que apóia e estimula iniciativas de desenvolvimento sustentável no Sul da Bahia, realizará uma distribuição de folhetos para alertar a população sobre os impactos à biodiversidade a serem causados pela construção do Complexo Intermodal Porto Sul, no município de Ilhéus. Cerca de 200 pessoas da coalizão participarão da ação no km 16 da Estrada Parque, que liga as cidades de Ilhéus e Itacaré. A construção do complexo inclui a implantação de um porto público, um terminal portuário privado, uma ferrovia, um aeroporto e um complexo siderúrgico na região Cacaueira e turística do Município de Ilhéus, além de uma mina de ferro em Caetité (BA).

Isso exigirá a construção de um quebra-mar de 1,5 km de extensão por 366 m de largura e 27m de altura e uma esteira de 2,3 km, a dez metros de altura, cortando a costa para transportar o minério de ferro do retroporto até o ponto de chegada dos navios. Todo o processo destruiria a vasta variedade de corais e vida marinha presentes nesta região, por conta também do afundamento médio de cerca de 5 metros do fundo do oceano. Além disso, 2.400 hectares de Mata Atlântica a apenas 16 km do centro de Ilhéus, na região da Ponta da Tulha, na Praia do Norte, serão devastados.

Uma equipe técnica do IBAMA analisou minuciosamente a viabilidade ambiental do terminal e concluiu que “Não deve ser concedida licença prévia para o empreendimento no local proposto, e sugere que a área de Floresta Atlântica sob foco, por sua relevância ambiental, seja transformada em unidade de conservação”. Com a conclusão, o IBAMA solicitou à BAMIN que apresente novas alternativas locacionais para que a licença possa ser rediscutida, prova de que o projeto não precisa ser apenas revisto, mas também repensado e debatido.

A Rede Sul da Bahia Justo e Sustentável busca a suspensão do licenciamento da construção do Complexo Intermodal Porto Sul, entre as cidades de Ilhéus e Itacaré, e aponta para a possibilidade do uso de uma logística de ferrovias e portos públicos já existentes no estado baiano, que minimizem os impactos à biodiversidade local.

Fazem parte da coalizão atualmente 23 instituições como SOS Mata Atlântica, WWF, Conservação Internacional do Brasil, Greenpeace, Instituto Floresta Viva, IESB, Instituto Socioambiental, Ação Ilhéus, Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e o Instituto de Pesquisas Ecológicas.A coalizão também defende que o local tem dupla vocação – turística e cacaueira, incluindo a produção de chocolate, inspirada no conceito de ecodesenvolvimento. Além disso, a pesca e o desenvolvimento industrial do polo de tecnologia, já em operação em Ilhéus, serão capazes de gerar empregos num patamar incomparavelmente maior que o do complexo portuário-minerador, oferecendo um salto de renda para a população de toda a região. Já a instalação das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) é uma forma de atrair investimentos que respeitem a cadeia produtiva regional e gerem alternativas de emprego e renda para o Sul da Bahia.

 Fonte: GWA Comunicação Integrada 

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