Razões para não julgarmos (II)

“Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” (Mateus 7.2)

Jesus ensinou que não devemos julgar uns aos outros. Além de ensinar, também praticou o não julgamento. Ele nos apresentou várias razões para não julgarmos e, pelo menos em dois momentos, apresentou condições para que estejamos em condições de julgar. Um deles foi quando os líderes religiosos trouxeram-lhe uma mulher que acusavam de ter apanhado em adultério. Eles citaram uma “base bíblica” para que ela fosse apedrejada. Mas queriam saber a opinião de Jesus e então Ele lhes deu a condição para que pudessem condenar a mulher: “quem de vocês estiver sem pecado, que atire a primeira pedra” (Jo 8.7). Ele próprio atendia à condição, mas em lugar de julgar, agiu com misericórdia: “eu não condeno você. Vá e não peque mais” (v.11).

Jesus aplicou àqueles homens a mesma medida que estavam aplicando à mulher. O gabarito foi o mesmo e eles não passaram no teste. Jesus disse que, se julgarmos, também seremos julgados e o seremos da mesma forma, com a mesma medida com que julgamos. A igreja não deve ser um tribunal. Nosso Pastor, Jesus, disse que não devemos julgar. Seus ensinos orientam-nos a formar um tipo de comunidade em que a misericórdia e a tolerância sejam parte de nossa cultura. Mas há muito ensino que diz o contrário e cristãos tem sido identificados por sua intolerância e julgamento! Achamos mais bíblico expulsar e condenar que acolher e ajudar. Acreditamos que sabemos como “tratar o pecado” entre nós e pretendemos com isso “purificar” a igreja. Essa é uma visão infantil e equivocada da fé cristã. Não é a dureza que purifica a igreja. É o amor.

Em lugar de formar pessoas que amam, formamos pessoas que julgam! Pessoas que não sabem ser misericordiosas. Todos somos pecadores e um ambiente julgador não produz santos, produz falsos. Produz hipócritas, gente adoecida, desumanizada em nome da fé. Alguns adoecem tanto que chegam a orgulhar-se desse adoecimento! Não é esse o ensino de Jesus e não é assim que seremos sinais do Reino de Deus. Precisamos lutar contra o pecado em nossa vida e devemos ser misericordiosos com o próximo, diante do pecado em sua vida. Deus é misericordioso conosco e paciente. É como devemos ser uns para com os outros. O amor e a misericórdia é o que purificam uma igreja. Qualquer outro caminho apenas lança um verniz falso de pureza e retidão que, a qualquer momento, quebra-se e expõe o lixo escondido embaixo do tapete!

 

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