Quem perde e quem ganha com a pandemia

 

A configuração econômica está totalmente bagunçada com a pandemia que o mundo atravessa, neste momento. Muitas empresas inevitavelmente vão quebrar, demitir milhares de pessoas e causar um grande rombo no PIB de diversos países. Surpreendentemente, também há quem consiga ganhar algo com tudo isso, veja só!

Setores como as empresas de alimentação com delivery – Ifood, Rappi, Uber Eats – lucram e contribuem socialmente com sua atuação, tanto ajudando o consumidor quanto os desempregados, que conseguem ter renda com as entregas que realizam. Muitos reclamam, tem medo da exposição, outros agradecem o fato das ruas estarem vazias e sem trânsito.

O entretenimento foi afetado diretamente. Empresas que trabalham com eventos, shows, espetáculos teatrais, palestras e congressos tiveram que enxugar seus quadros. Só a Disney, nos Estados Unidos, mandou 40 mil pessoas que trabalhavam em seus parques para casa, pagando-lhes apenas os planos de saúde por 1 ano. Nada de indenização!

Em compensação, os grandes estúdios de cinema – com as salas de todo o mundo fechadas – conseguiram diversificar, realizando estreias de filmes através do serviço On Demand, ou seja, a pessoa, de casa, consegue alugar um filme que nem pro cinema foi e assisti-lo com a família, pagando quantias equivalentes a 20 reais, em média.

Será que o cinema vai mudar, após tudo isso? Estudiosos acreditam que o mercado vai sofrer modificações, com toda certeza, mas as telonas nunca vão perder seu espaço. Serviços de streaming de música e audiovisual viram seus números inflarem assustadoramente, a maioria das pessoas tem apenas esta forma de distração em suas casas.

A Amazon começou a ter problemas com suas entregas, atrasos devido ao aumento dos pedidos, mas ela contratou 40 mil pessoas para regularizar os serviços e, a seguir, mais 35 mil funcionários temporários. Há quem chore e existe quem venda lenços, em tempos de desespero…

Houve um aumento na procura por sites de aposta. Ninguém se esquece do sonho de ficar rico. Com isso, as loterias online tiveram um acréscimo no acesso, já que ninguém vai deixar de jogar na Quina. Basta acessar um site e realizar sua fezinha, sem sair de casa ou enfrentar longas filas.

Aplicativos de banco começaram a apresentar lentidão no atendimento online, todo mundo realizando pagamentos através da internet e querendo tirar dúvidas sobre as operações. Um dos maiores bancos do país, o Bradesco, apresenta filas virtuais que duram horas, os clientes estavam reclamando nas redes sociais.

O aumento no uso da internet causou um fenômeno de acesso simultâneo tão grande – países europeus afirmam que cresceu quase 35%, o consumo – que algumas empresas chegaram a baixar a velocidade de seus serviços, para que a rede não sofra com quedas significativas.

A Globoplay e a Netflix  informaram a seus clientes que a qualidade da imagem de seus produtos, momentaneamente, não seria mais a de maior qualidade. O 4K ou o HD exigem um comprimento de banda muito maior do que imagens de menor qualidade, de modo que é melhor todos terem imagens “piores” do que acabar não tendo nenhuma.

Shopping Centers, boates, grandes magazines, todos tiveram que demitir funcionários. Não havia o que fazer. Mas empresas como Americanas e Magazine Luiza resolveram ajudar os pequenos comerciantes, oferecendo espaço em seus aplicativos e sites, para que estes consigam vender seus produtos, mantendo a rede produtiva viva, evitando quebras.

Há uma grande campanha nas redes sociais, onde o trabalho dos pequenos empresários é valorizado, em detrimento ao de grandes empresas, que teriam uma capacidade de se sustentar bem maior, neste momento. Todo mundo se ajudando para o bem comum da própria comunidade.

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