Que vida é a nossa?

“O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.”  (João 10.10)

Tanto a vida plena quanto a vida pobre não são fáceis de serem reconhecidas. É algo que somente Deus pode diagnosticar com precisão. E Ele o faz por meio de Seu Espírito. Há pessoas vivendo em plenitude mas que, para muitos, parecem ter uma vida pobre e mergulhada em profundo desprazer. Mas a própria pessoa sabe quanto de bem e de riqueza ha em sua alma e por isso é grata e feliz. Há pessoas vivendo em profunda pobreza, mas porque tem conforto, posição e bens, parece a todos que vive uma vida plena, mas ela própria sabe, bem no fundo da alma, que falta algo que o dinheiro não pode comprar e por isso lamenta e anseia algo mais. Uma pena que muitos estão correndo demais e distraídos demais para perceberem-se com mais clareza e poderem lidar com as verdades profundas de suas vidas.

Quem quiser fazer-se rico e pleno por si mesmo, será vítima do ladrão. Aceitará o esquema de vida que é cheio de enganos, falsificações e conquistas circunstanciais. Precisará de muito para desfrutar pouco. Organizará as prioridades de sua vida em ordem inversa. Seu tempo, preocupações e esforços serão dedicados ao que, depois, não poderá compensar o que perderam enquanto se esforçavam, lutavam e tentavam construir a vida que julgavam necessária. Quem quiser aprender a ser rico e pleno com Cristo receberá dele a dádiva da vida abundante. Será ajudado a reconhecer as falácias dos esquemas materialistas da vida, com suas conquistas destinadas a perderem o valor.  Das coisas que até brilham mas que, definitivamente, não são o ouro da vida. Receberá sabedoria para dedicar seu tempo, preocupações e esforços ao que jamais poderá ser perdido e que compensará qualquer coisa que por acaso não tenha sido conquistada. A vida com Cristo vale muito mais a pena!

De que tipo é a vida que temos levado? Não confunda não ter tudo com não ter plenitude. E não julgue que a tem porque está satisfeito com o que tem. O juízo sobre nossa vida não é algo para o que estamos habilitados. A vida que por fim será pobre, insuficiente e vazia, nem sempre manifesta sintomas que nos alertam. As vezes ela nos anestesia, nos ilude até que o prejuízo tenha sido grande demais. Precisamos da ajuda de Deus. Precisamos perguntar a Deus o que Ele vê em nossa vida e precisamos aceitar a resposta. Ele pode nos ajudar a sentir a tristeza e o vazio que nos ajudarão a mudar de vida. E isso é melhor, muito melhor, do que sentir-se feliz e satisfeito com uma vida que, a Seus olhos, seja um equívoco. Jesus veio nos dar vida plena, mas se não estivermos dispostos a abrir mão do que nos afasta dela, talvez jamais a conheçamos. Lembre-se do que disse Jim Elliot: “Não é tolo quem abre mão do que não pode reter, para receber o que não pode perder!”.

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