Projeto Mutá é apresentado em reunião

Foto: divulgação
Um portal de acesso, próximo à entrada da reserva da Jaqueira na BR 367, logo após o Barramares, e uma ciclovia que percorra o bairro. Estas são algumas das propostas do destino turístico Mutá, na orla norte de Porto Seguro. Mutá quer uma identidade definida e delimitada, ecológica, diferenciada e acolhedora com os turistas, Como um abraço igual à sua conformação geográfica. Pedalar pelos 5,6 km de Mutá em segurança e uma praça com uma plataforma monumento. Estes assuntos foram debatidos na reunião da Associação de Desenvolvimento Econômico e Social do Mutá, no dia 8 de novembro, com a presença dos secretários municipais de Turismo Guto Jones e de Obras Luís Fróes.

Em seis milhões de metros quadrados, que vão de um ponto a 8 km do centro de Porto Seguro, antes de Ponta Grande, até a divisa Porto Seguro-Santa Cruz Cabrália, próximo à Coroa Vermelha, a baia do Mutá forma uma enseada em forma de abraço, rica em esportes náuticos, aéreos e meios de hospedagem de todos os tipos. Os mais de 2.0000 leitos receberam 110 mil turistas no ano passado, ou seja, aproximadamente 10 % do fluxo de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. Cabanas de praia, consideradas referências gastronômicas pelos principais guias de Turismo, como a Nativa Yacht Club e o Recanto do Sossego, dentre outras, atendem os turistas do Brasil e do mundo inteiro. O Resort La Torre oferece um, sistema “All Inclusive”, onde as consumações estão incluídas nas diárias. Hotéis, pousadas e alguns flats oferecem hospedagens para qualquer orçamento.

Praia bonita, estabelecimentos com atendimento de alto padrão, gastronomia entre as melhores de Porto Seguro representam fatores importantes, mas ainda falta uma “identidade”, um ícone que represente o Mutá, como o Cristo Redentor representa o Rio e a Torre Eiffel representa Paris e a França. “Pesquisando o nome, verificamos que Mutá, em língua indígena, significa uma plataforma de avistamento para caça, portanto, mantendo a tradição, queremos realizar uma praça com uma plataforma sobrelevada para que os turistas possam subir, ver o mar e tirar foto, tendo o abraço como símbolo do destino turístico”, informou o Diretor Geral da Imoplanet, empresa presente no Mutá desde 2005, Luigi Rotunno, “abraço que está na conformação geográfica é que é o marco de nosso atendimento e forma de receber turistas e moradores”.

Ciclovia Ecológica

Os turistas e moradores do Mutá não querem lotar de carros e veículos poluentes um local ainda preservado. Por isso a Adesm idealizou uma ciclovia ecológica, com calçada para pedestres, no lado interno da BR-367 que possa ligar todo o Mutá de forma agradável, para permitir aos turistas de percorrer em total segurança os quase 6 km que vão da reta antes da Ponta Grande até a Coroa Vermelha. Dessa forma, sem precisar recorrer a ônibus, os turistas sairiam dos numerosos hotéis e pousadas do Mutá para escolher a cabana preferida, locomovendo-se de bicicleta. Para os menos atléticos está sendo estudada uma bicicleta elétrica.

De acordo com o arquiteto urbanista Luis Pereira o Mutá precisaria de uma identificação oficial, “O Mutá tem tudo para tornar-se o 5º Distrito de Porto Seguro e a ocupação ordenada permitiria a aproximação dos trabalhadores com o local de trabalho, com benefícios econômicos e ecológicos”. O secretário municipal de Turismo destacou o Mutá como destino diferenciado “O Mutá se inclui nessas novas ofertas turísticas, na Abav, nos catálogos e nas capacitações”, ressaltou Guto Jones, “é comercializado o destino Mutá como algo à parte e algo selecionado, como destino turístico, ficamos mais tranquilos com a estrutura mais consolidada”. Aos novos investidores o secretário recomendou diversificação, “Nossa secretaria entende que os investidores sejam direcionados,”, acrescentou o secretário “solicito aos novos empresários que não se limitem em restaurantes e hotelaria, para poder participar ao acesso ao mercado temos que fortalecer todos os segmentos”.

Charrete temática e Piloto Indígena

Presentes à reunião as lideranças indígenas da Reserva Ecológica da Jaqueira, enfatizaram a necessidade da divulgação para sustentabilidade da reserva “depois dos holandeses e portugueses do ano passado tivemos uma flexão nas visitações, que estamos recuperando com muitos esforços”, informou Carajá, “a criação do portal e outras formas de acesso ecológicas como ciclovia são bem vindas”. Para facilitar a visitação, o Resort La Torre está projetando uma modelo de charrete temática, conduzida por um guia indígena, para levar os turistas direto na Jaqueira, passando por trilhas ecológicas. O turismo aeronáutico também é presente no Mutá “O Fly Clube, que tem sua pista em fase de ampliação, e a escola de pilotos está tentando viabilizar a formação do primeiro piloto índio de ultraleves”, afirmou o presidente da Adesm, Edson Sampaio. O índio pataxó Karkaju já se colocou a disposição para participar do curso.

Pra realização da ciclovia o secretário municipal de Obras de Porto Seguro Luís Fróes sugeriu que fosse feito um contato com o Denit, que está realizando o alargamento do acostamento da BR- 367. Outra solução pode ser a realização de parcerias público- privado em que o empresariado fornece o material e o poder público a mão de obra, “no passado no Arraial d’Ajuda fizemos uma parceria publico – privado para pavimentar a estrada da Pitinga, no Arraial d’Ajuda e deu certo”, informou o secretário municipal de Obras, “apresentem suas propostas à secretaria”. No dia 27 de novembro haverá o lançamento oficial do Mutá como destino turístico por parte da Bahiatursa, passando a fazer parte de todos os programas de capacitação e divulgação.

Galeões Franceses

O Mutá conta agora com uma agência de notícias, Mídia Mutá, para promover a divulgação e fomento da localidade, bem como a identificação de fatos históricos que caracterizem a unicidade do local, em parceria com entidades atuantes no Mutá, em Porto Seguro e na Costa do Descobrimento. “Estamos conduzindo uma pesquisa documental acerca do Boqueirão dos Franceses, que fica a uma milha de nosso litoral” afirmou Jean Pierre Salernon, do Yacht Club Porto Seguro, “onde há relatos históricos do afundamento de duas embarcações francesas em 1527, a busca documental é a primeira etapa de uma futura expedição subaquática “Procurando os Galeões Franceses”. “Só estamos esperando o verão para ter as melhores condições de mergulho” concluiu o presidente do Yacht Clube comodoro Ciro de Albuquerque Leite.

Fonte: Assessoria de Comunicação

 

 

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