Praia do Forte

Em 1970, o descendente de alemão Klaus Peters junto com um amigo arremataram 30 mil hectares de mata, coqueiros, rios e praias, a área incluía também uma vila de pescadores (depois doada a municipalidade), e um edifício em ruínas datado de 1551 o Castelo Garcia D’ avila, origem do nome Praia do Forte.

Estive na Praia do Forte, a 70 km de Salvador, várias vezes desde a década de oitenta, quando as ruas eram de terra batida, para experimentar uma vida diferente, sem zumbido de carros e só casas térreas com ruas estreitas. A vida nunca parece tão frágil e encontramos ali uma sensação de liberdade, de rendição completa ao natural. A mente vagando atoa com pensamentos que caem como folhas num poço tranquilo. Lembrando a música de Vinicius de Moraes ” Um velho calção de banho, o dia para variar, um sol que não tem tamanho, e um arco – ires no ar.”

A altura dos olhos, minha vista esbarrava sempre em um mar tranquilo com barcos de pesca e uma igrejinha da vila de pescadores. A paisagem é linda. Podemos olhar para o céu e assisti às nuvens se transformarem em uma variedade de formas. Um passarinho canta sua música ali perto. O vento beija seu rosto. Na variação dos tons do céu. Azul pálido e fosco que escurece num profundo tom de safira e então se torna o roxo azulado da noite. Olho para o céu e as estrelas respondem brilhando em silêncio. O vento e as ondas do mar são os únicos sons, e as estrelas são a única luz na escuridão.

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