Porto Seguro: Em um dia, mais de 300 pessoas apresentaram sintomas ocasionados por suposto fenômeno da Maré Vermelha

Por Petrina Nunes/ O Sollo

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Foto ilustrativa

Desde a última segunda-feira, 28 de março, os hospitais e clínicas de Porto Seguro, têm recebido moradores da cidade e de Coroa Vermelha, que apresentaram diversos sintomas que levaram as equipes médicas a acreditarem que a região esteja passando pelo fenômeno da Maré Vermelha, mas isso ainda não foi confirmado por biólogos e estudiosos. Até o momento, sabe-se que cerca de 300 pessoas já deram entrada nas unidades de saúde.

A equipe do jornal O Sollo entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Porto Seguro que não confirmou o número de pacientes de nessas últimas horas que foram atendidos, mas garantiu que “toda a Rede de Urgência e Emergência foram devidamente acompanhados pelas equipes de saúde, recebendo a medicação necessária para controle dos sintomas”.

Tanto a Secretaria de Saúde, dispondo de remédios e tratamentos, quanto a Secretaria de Meio Ambiento, com equipes de biólogos recolhendo material para estudos nas praias, estão empenhados em identificar a causa dessas doenças e confirmar se trata ou não desse suposto fenômeno.

As equipes de saúde explicam que os sintomas podem desaparecer em até 48 horas, ou seja, não duram muito tempo. Os principais sintomas relacionados à Maré Vermelha são: “diarreia, enjoos, vômitos, dores de estômago, tremores, além de ardor, secura nos olhos, tosse, irritação na pele e dificuldade de respirar devido à exposição às toxinas que podem ser levadas pelo ar através dos respingos de ondas e do vento. O tratamento é sintomático e envolve hidratação oral ou venosa, possibilitando alívio das dores abdominais”, comunicou a Secretaria de Comunicação.

É importante salientar que esse fenômeno acontece em todos os mares do planeta e é caracterizado pelo excesso de algas durante um período transitório, sendo que, a última vez que ocorreu em Porto Seguro, nessa intensidade, foi há, aproximadamente, dois anos. As algas liberam substâncias que podem contaminar animais aquáticos, além de intoxicar pessoas que se alimentem destes animais, e também não é recomendado tomar banho de mar durante esse período.

 

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