Pinheiro recua e admite apoiar Pelegrino

Foto: Assessoria de Comunicação
A declaração do senador Walter Pinheiro (PT) de que o candidato para a sucessão municipal podia não ser do PT em entrevista exclusiva à Tribuna, continua dando o que falar. Ontem, o assunto voltou a baila e foi destaque em entrevista do senador à Rádio Metrópole.

Dessa vez, no entanto, petista buscou minimizar os “estragos”, em especial entre os “companheiros” do PT. Segundo Pinheiro, suas colocações foram mal interpretadas. “Quis dizer que o correto é trabalhar por um candidato de consenso e não chegar impondo.

E o PT tem essa tranquilidade, mas Pelegrino (Nelson) é o meu candidato, sem dúvida”, recuou, complementando que “se tivesse pinçado a frase: Pinheiro defende que candidato do PT seja de consenso, Pelegrino não estaria com esse pânico antecipado’.

Ele fez questão de pontuar ainda que escolher de última hora dificulta o fechamento das frentes e da base aliada. “Isso me atrapalhou em 2008, não quero que o Pelegrino passe por isso. Eu disse a ele para ajustarmos o time primeiro. Se a gente não arrumar a casa, não tem como falar com os de fora. Se cada partido quiser lançar um candidato a prefeito, vai dificultar”, explicou o senador.

Com intuito de dar fim à polêmica o petista declarou que “é preciso trabalhar para que o candidato ao Palácio Thomé de Souza tenha uma frente do tamanho da que apoiou o governador Jaques Wagner para que tenham condições de eleger o deles.

Para isso, em sua opinião, tem que conversar com todos os aliados. “Com Lídice (da Mata), do PSB; Daniel Almeida, do PCdoB, o pessoal do PP e todos os outros.

Afinal, tudo aponta para uma eleição difícil e temos uma cobrança muito grande pelo o que aconteceu neste último ano”. Ainda ao falar sobre o embate de 2012, Pinheiro disse não acreditar em um candidato único da oposição estadual.

“Acho difícil que o DEM e o PSDB se juntem por causa da sobrevivência de projetos no Estado. Se não disputar, o que vai acontecer com o DEM?”, questionou. Em seguida, Pinheiro revelou uma brincadeira feita nos bastidores após a criação do PSD (Partido Social Democrata). “Dizem que agora não é mais DEM, é Demolido”, disse aos risos.

Por fim, o senador descartou disputar a eleição municipal de 2012, mas deixou no ar uma possível candidatura ao governo do Estado em 2014.

“Aí são outros 500”, respondeu ao ser questionado se iria disputar o cargo de governador. Pinheiro disse ser ainda cedo para definir sobre esta candidatura. “Se for desse projeto, vamos ver se é a minha vez ou não. Se não for, tenho até 2018 para tocar a minha vida no Senado”, argumentou.

Fonte: Tribuna da Bahia

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