PIB baiano tem crescimento de 2,3% em 2018

Desempenho do PIB da Bahia ficou acima do índice nacional 

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm) da economia baiana cresceu 2,3% em 2018. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referência 2010, em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), e mostram que o PIB apresentou, em 2018, valor de R$ 286 bilhões, sendo R$ 251 bilhões Valor Adicionado a preço básico (VA) e de aproximadamente R$ 39 bilhões o Imposto sobre Produto Líquido de Subsídios em 2018. 

O PIB da Bahia, o maior da Região Nordeste, apresentou crescimento acima do nacional, que cresceu 1,8% em 2018. Este resultado foi fruto do controle das finanças públicas do Estado, incentivos setoriais e investimentos estratégicos alavancados pelo Governo do Estado. Nosso destaque foi a agropecuária, que por sinal tem previsão de safra recorde em 2020”, ressaltou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.  

O PIB per capita baiano foi de R$ 19.324 no ano. Foi a segunda maior renda da região nordeste, atrás apenas de Pernambuco. Desde 2010, o per capita da Bahia ocupou a quarta posição da região.

Em âmbito nacional o PIB per capita foi R$ 33.594. A renda per capita do Nordeste, R$ 17.703, encontra-se abaixo da apresentada pela Bahia. 

Entre os componentes do PIB pela ótica da produção, o valor adicionado bruto teve variação em volume de 2,5% e os impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos cresceram 1,3%.

Em termos de participação, o estado representou 4,1% da economia nacional em 2018 e manteve-se na 7ª posição, entre as Unidades da Federação. 

A Agropecuária, com crescimento de 15,9% em volume, obteve a maior variação entre os três grupos de atividades que compõem a economia baiana.

Como resultado da variação em volume, a participação da Agropecuária no valor adicionado bruto elevou-se, de 6,7%, em 2017, para 7,6%, em 2018. 

A Indústria apresentou variação em volume de 0,8%, mas perdeu 1,0p.p. de participação em relação ao total da economia do Estado do Bahia, saindo de 22,5% para 21,5%; em função do ganho relativamente maior da Agropecuária.

Entre as atividades industriais, Indústrias extrativas cresceu 10,7%, em função da extração do minério do cobre, e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação cresceu 6,6% em volume, devido ao aumento de geração de energia elétrica. 

Já Construção teve queda de 2,8% e Indústrias de transformação cresceu 0,2%. Serviços apresentou crescimento de 1,7% em volume, em 2018, na Bahia, mas manteve participação de 70,8%, em relação ao total da economia do estado.

O desempenho em volume observado resultou, sobretudo, de Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares e Transporte Armazenagem e correio, cujas variações foram de 5,3% e 4,8%; respectivamente.

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