Percepções Futuristas

Hamilton Farias de Lima, professor universitário.

“Alguns homens veem as coisas como são, e dizem ‘Por quê? ‘ Eu sonho com as                                                 coisas que nunca foram e digo ‘Por que não? ‘”, George Bernard Shaw (1856-1950).

No plano natural do viver humano, apreender a realidade do seu entorno constitui-se diferencial inigualável, em relação a tudo e a todos, ao mesmo tempo tão simples quanto importante, como propriedade exclusiva do homem em ter a compreensão e adentrar nos meandros do conhecimento daquilo que o circunda.

Esse efeito é próprio da sua natureza constitutiva, que surge no homem a partir da reflexão e atinge o entendimento – via lógica e razão -, sendo ainda uma condição única extremamente democrática por sua dimensão elástica, atemporal e precisa, ao combinar extensividade a todos humanos, a qualquer tempo e sem possibilidade de desvio ou erro.

Conhecer e entender os porquês da existência faz o homem consciente da sua importância como parte solidária da sociedade, o seu papel e sua contribuição cidadã, qualquer seja o ambiente de suas relações. Por outro lado, igualmente, e tão importante quanto, e até de forma contraditória, a reflexão lhe traz à consciência as diversas limitações de sua percepção e do saber, ao final, nada mais do que aspectos factuais inerentes à fragilidade e dimensão humanas.

Em suas elucubrações mentais, o homem projeta fantasias e constrói realidades em visões futurísticas, permeando sonhos e realidades, ao imaginar a idealização de um amanhã diferenciado.

Os sonhos apresentam em suas tessituras fantasias e situações fantásticas, ordenadas ou não, por vezes retalhos do cotidiano mesclados com irrealidades surreais e desafiadoras. E por que não aceitar o desafio de orientar-se na trilha dos sonhos e buscar novos caminhos?

O progresso é filho da insatisfação, ele advém do efeito de se promover a mudança, do transformar em direção ao que ainda não foi feito, superando a acomodação, o conformismo e vislumbrando os desafios do amanhã, seja no plano material ou, simplesmente, intelectual, de forma a se atingir objetivos!

Na compreensão popular “aranha vive do que tece”, mas ela não sabe os porquês do existir e sobrevive nos limites estabelecidos pela mãe natureza que lhe impõe restrito ciclo biológico, ao não permitir um passo além de sua realidade do hoje ou do amanhã.

A história da Educação, que se confunde com as vivências humanas, demonstra que as transformações avançam na medida das ações criativas do homem, da realização dos seus desejos, da fortaleza de suas crenças e dos esforços na busca perene de perspectivas futuristas para o viver com qualidade, quem sabe, um outro meio de se traduzir a felicidade!

O homem é o único ser dotado da capacidade de conhecer criticamente a realidade e de transformar-se pelo saber, e mesmo na perspectiva de que este é para todos, ressalve-se, no entanto, que o conhecimento é propriedade daqueles que o detém.

Para o festejado escritor brasileiro Paulo Freire “O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e de correr o risco de viver seus sonhos”, o que reafirma o sentido existencial do homem aliado aos seus anseios e transformações futuristas.

Reflita-se, pois, na construção do amanhã seja este individual ou coletivo!

 

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