Pelo que estamos vivendo?

“Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.”  (1 Coríntios 13.13)

Há uma outra forma de fazer a pergunta que dá titulo a reflexão de hoje. Seria: pelo que estamos morrendo? Porque aquilo pelo que vivemos, é também aquilo pelo que morremos. Pelo simples fato de que viver é gastar a vida. É usar o tempo de que dispomos. Vale a pena morrer pelo que estamos vivendo? Jesus veio para nos ensinar a viver. Ele viveu e morreu para que vivamos e nossa morte não seja uma tragédia. A vida que Ele viveu é a vida que devemos viver. E na vida que Ele viveu, amar e servir são valores centrais. Mas as vezes tenho a sensação de que tudo que sobrou do Evangelho que Ele nos trouxe foi a liturgia e os programas que nós criamos. Nossas invenções ficaram tão importante que nos impedem de amar e servir. Somos divididos pelos estilos de nossos cultos, pelo modo como batizamos, pelas músicas e liturgias que apreciamos… pelo que estamos vivendo?

Não foi essa a ideia que Jesus. A vida que Ele nos propõe é muito mais simples e também muito mais profunda. Uma vida em que somos chamados a crer. A enfrentar a vida e as lutas sustentados pelas certezas do Evangelho: o amor e o cuidado do Pai. Se Ele cuida das aves e dos lírios, não cuidará de nós? Onde está a nossa fé?! Jesus viveu amando e servindo. Dizemos que cremos nele, mas porque vivemos de forma tão diferente?  Na vida que Ele nos propõe, somos chamados a ter esperança. A não nos impressionarmos com dores, perdas, angústias ou perguntas sem resposta. Pois a garantia não está no que nós podemos diante da vida, mas no que Ele fez e em quem Ele é. Ele nos preveniu: neste mundo vocês enfrentarão aflições, mas mantenham-se animados, porque eu venci o mundo (Jo 16.33).

Na vida que Jesus nos propõe, somos chamados a amar. E amar é que há de maior e mais seguro se queremos seguir a Jesus. Se dizemos crer no Evangelho. Se nossa fé for frágil, se formos inconstantes em manter a esperança, ainda assim podemos corajosamente nos declarar seus discípulos, e dos bons. Basta amarmos. Jesus disse que o amor é nosso grande dever, o maior e incomparável mandamento. Ele disse: o meu mandamento é este, que vocês se amem como eu amei vocês (Jo 15.12). Fé sem amor nada vale. Esperança sem amor é ilusão. Mas o amor tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Co 13.7). Paulo está certo: permanecem a fé, a esperança e o amor. O maior deles porém é o amor!

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