PARA QUE SEJAMOS FILHOS DE DEUS

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.” (Mateus 5.43-45)

Com a chegada do Reino o amor definitivamente entrou em pauta. Definitivamente passou a ser o nosso dever inegociável. O contexto dos ouvintes desse sermão não era fácil no que diz respeito a relacionamentos. Eles eram parte de uma nação sob domínio de uma superpotência e a vida era regrada pela boa (ou má) vontade dos seus governantes. Dentro da nação havia divisões de todo tipo. Revoltosos dispostos a matar em nome da pátria. Líderes religiosos legalistas e sem amor. Mais dedicados a si mesmo do que a Deus. Interessados no poder e preocupados com benefícios e status. Um grande contingente do povo estava entregue a uma subsistência difícil. Havia os cobradores de impostos, na maioria exploradores e injustos. Amar seria algo a ser praticado com restrição. Aí vem Jesus e coloca as coisas de ponta cabeça.

O ensino até ali justificava o que cada um naturalmente estava disposto a fazer: ame os amigos e odeie os inimigos. Mas não foi esse o caminho indicado por Jesus. O Reino de Deus havia chegado e era hora de amar mais, amar o próximo como a si mesmo e amar até os inimigos. Em lugar de amaldiçoar seus perseguidores e opressores, eles deveriam orar por eles. Orar em que termos? Nos termos de quem ama. Quem ama pede misericórdia e graça. Deseja bençãos. Não seria nada fácil para eles. Mas essa é a revolução causada pela chegada do Reino. Diante dele, precisamos sempre responder pela fé, contradizendo a própria lógica. Jesus diz que agindo assim, aquelas pessoas estariam agindo como verdadeiros filhos de Deus. Pois Deus é amoroso com justos e injustos, com crentes e ateus, com tementes e blasfemos. Pois ser filhos de Deus também envolve a escolha e o dever de imitar Deus na relação com o outro, agindo como Ele em Sua relação conosco.

A fé cristã, neste sentindo, nos assemelha a Deus na medida em que obedecemos. É a obediência que nos transforma. Nossa fé não deve ser apenas uma crença, deve ser também obediência. Por isso Jesus disse que, para segui-lo, precisaríamos fazer o que Ele disse, mesmo que isso significasse contrariar nossa vontade. Obediência envolve esse esforço. Amar aqueles que não gostamos, aqueles que não nos amam, que nos desprezam e ofendem, só é possível pela obediência. Somos filhos de Deus amando com o amor de Deus. Como filhos de Deus, não podemos nos recusar a amar. Isso seria negar a nossa fé. Como não amar, se somos filhos do amor? Como crer em Deus sem amar, se Ele é amor?! Então obedeça e ame. Ame hoje e não deixe para amanhã. Ame inclusive seus inimigos e assim amando, viva como um filho, uma filha, de Deus.

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