Para os pobres em espírito, o reino

“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.” (Mateus 5.3)

As Bem Aventuranças de Jesus tem pelo menos três sentidos: são a apresentação de uma nova perspectiva para a vida, que é segundo o Reino de Deus; são uma denúncia a respeito do tipo de sociedade em que vivemos, que é segundo o reino dos homens; e são um chamado para revermos nossos posicionamentos e atitudes, harmonizando-nos aos padrões do Reino de Deus. As Bem Aventuranças fazem afirmações completamente estranhas à lógica que nos domina. Elas felicitam os infelizes aos nossos olhos! Elas tornam os desamparados e desocupados da ganancia, herdeiros das riquezas do Reino. São os fracos, os que tem menos chances, os oprimidos, os que se esforçam para evitar o conflito, os que não se enquadram e atraem oposição e ira contra si os benditos. A lógica das Bem Aventuranças não é a nossa. Elas nos mostram os que estão trilhando o caminho certo e nos perguntam por onde temos andado.

A primeira diz: Bem-aventurados são os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Criamos um mundo que infla egos. Que cultua a prepotência, endeusa os fortes e aqueles que seguem em frente sem olhar para trás. Um mundo em que os simples, os tristes, os abatido, os fracos, são problemas que ninguém quer. Um mundo em que, quem age como se fosse melhor que os outros, normalmente se dá melhor. Um mundo em que é preciso gritar mais alto e chegar primeiro. Criamos um mundo de competição e acumulação, em lugar de cooperação e partilha. Somos infelizes nele. Mas fingimos que somos felizes. Na perspectiva das Bem Aventuranças, infelicidade e felicidade não dizem respeito a como me sinto, simplesmente. Mas diz respeito ao fim a que chegarei, ao destino da minha existência. Em outras palavras, o que Jesus está dizendo é: são os pobres em espírito que acabarão bem, pois deles é o Reino dos céus.

Ser pobre em espírito é ser alguém que não se confunde com o que tem ou lhe falta. Ele sabe que precisa de Deus. Que a ausência de Deus é a pior pobreza. Ser pobre em espírito é não ter e nem buscar substitutos para o que somente Deus pode dar. Quem se vê pobre em espírito está vendo a verdade sobre si mesmo. Superou ilusões. Quem se vê pobre em espírito tem fome de Deus. São estes que experimentam o Reino dos céus aqui e viverão nele lá. São esses que vivem com clareza bastante para terminar a vida sem ilusões e cheios de esperança. Pois tudo que é daqui, fica aqui. Mas os pobres em espírito acumulam tesouros eternos. Os pobres em espírito tem no coração espaço para o grande o amor e a abundante graça de Deus. Jesus veio para os pobres em espírito. Sem essa pobreza jamais conheceremos as riquezas do Reino de Deus.

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