O que abordou o “Seminário Internacional de Jornalismo Online”?

Vários jornalistas juntos falando de jornalismo, o assunto para quem não gosta do ofício soa uma chatice.

Lembro de quando falava de jornalismo com outros colegas de profissão e minha namorada logo torcia o nariz, mas esse “mal” faz necessário, é preciso discutir e reinventar constantemente a forma de fazer jornalismo.

Durante o 1º Seminário Internacional de Jornalismo Online na Cásper Libero em São Paulo muito se falou do jornalista multimídia, que deve saber lidar com várias ferramentas e ainda apurar e redigir sua matéria.

A sagacidade é obrigatoriedade funcional, é preciso dominar diversos meios de comunicação, já que o público não é monomidiatico e está cada vez mais exigente.

O jornalista que nunca pensou em aprender lidar com outras tarefas da profissão está cada vez mais do lado de fora do mercado de trabalho, é preciso saber trabalhar em equipe e ao mesmo tempo concentrar em si as habilidades de toda uma equipe.

Outro tema em evidência é a integração das mídias. Já que o público não é monomídia os materiais elaborados devem ser de diferentes formas, visando: o impresso, o online, os celulares e por ai vai.

Já a parte gráfica, ficou evidenciada que ganhou mais espaço, infográficos e ilustrações para tornarem os textos mais leves e como ferramentas para explicar os dados e não somente “jogar” as informações no texto para que o leitor “se vire”.

O leitor é o verdadeiro chefe, é para ele que todo árduo trabalho jornalístico é feito, então nada mais justo que ouvi-lo. Cada vez mais as redações abrem espaço para o jornalismo colaborativo, assim o leitor deixa de ser um agente passivo e passa a ser um contador de história, o conteúdo enviado por ele passa por filtros, muitos materiais evidentemente são descartados, mas sem dúvida aumentou a cobertura jornalística regional, cada um pode flagrar um acontecimento registrar pela câmera do celular e o compartilhar através da internet.

Já os jornais têm que cada vez mais se enxergarem como uma plataforma de dados e informação, são registros da história, “centrais investigativas” e seu produto não pode ser tratado como efêmeras produções.

É possível resumir dizendo que o leitor está cada vez mais exigente e o jornalista tem que ser cada vez mais competente e habilidoso.

Moral da história: Jornalismo é uma arte de amor ao ofício incessante de informar por diversas formas, nesse caso, é totalmente válido dizer: “Quer que eu desenhe?”.

– Sim, desenhar para informar melhor, também faz parte do kit jornalista polivalente.

 

Fonte: Laércio Guidio / Jornalista com extensão universitária em Texto/Contexto: A intertextualidade na produção e na leitura de diferentes linguagens

 

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