O Evangelho do Natal (2)

“Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.” (Isaias 53.4-5)

O Evangelho do natal anuncia a encarnação do Filho de Deus. Uma palavra (encarnação) cujo significado para nós é difícil de compreender. Isaías está falando de encarnação. Jesus assumiu um lugar nessa vida entre os mais sofridos e carentes, para que em sua encarnação coubesse todos os seres humanos. A medida de nossa humanidade está nas faltas, nas carências, não na abundância! Por isso Ele não viveu entre nós nas melhores condições e nem desfrutou do que chamaríamos de “o melhor desta vida”. Sua existência aqui desenvolveu-se em condições muito simples e com muitas carências.

Jesus conheceu enfermidades. O abatimento que a febre causa e a náusea que é sintoma de algumas doenças. Há mais razões para crermos que tenha sofrido essas coisas, que não as tenha sofrido. O Senhor da vida adoeceu por nós. Ele não simulou, Ele encarnou, tornou-se um de nós. Quem pode entender isso? O Evangelho do natal é profundo demais para nós! E quando Jesus nasceu, apesar de tudo que isso representava, os anjos cantaram em louvor a Deus e a paz foi anunciada entre os homens. Para Ele seria perda, para nós, ganho. Para Ele seria adoecimento, para nós, cura. Os anjos vieram nos ensinar como deveríamos responder à vinda do Filho. Mas até hoje ainda não aprendemos. Ao contrário, o temos excluído e Ele tem sido esquecido em nosso natal.

O problema não é a festa que fazemos. Ao contrário, ela deve ser feita! O natal deve sim ser celebrado. Fica bem comermos comidas especiais, darmos presentes e dividirmos um pouco de nossa fartura com conhecidos e desconhecidos. Dádivas e presentes têm tudo a ver com o natal. Não como uma retribuição ao nosso bom comportamento – natal padrão “Papai Noel”. Mas por graça e amor, apesar de não merecermos – natal padrão Jesus Cristo! Ao cantarmos “Tudo é paz! Tudo é amor!” lembremos que “o castigo que nos trouxe a paz estava sobre Ele”. E cientes disso, exaltemos a Cristo e sejamos bondosos uns com os outros, em celebração a Jesus.

 

 

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