O amor ao dinheiro

“Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” (1 Timóteo 6.9-10)

O quanto o dinheiro é importante para você? Quais as suas pretensões em relação a ele? Uma das características que nos marcam como seres humanos é a dificuldade de viver em equilíbrio. Isso tornou-se uma marca da nossa humanidade por causa do pecado. Somos pecadores, o que significa que não somos capazes de existir segundo os padrões de Deus para nós. Os padrões divinos são equilibrados e perfeitos, nos colocariam em harmonia com cada aspecto de nossa vida. Mas nos tornamos independentes de Deus e fizemos de nossa vida o que entendemos que seria o melhor. Resultado: desequilíbrio. Em relação ao dinheiro sofremos o desequilíbrio em suas mais variadas formas. Uma delas é quando ele representa para nós o melhor da vida, uma fonte de segurança ou o que nos faz sentir que temos valor.

Nessas condições passamos a querer o dinheiro acima de tudo. Queremos ficar ricos! Estabelecemos um critério: preciso ter um milhão do Reais. Mas, o que normalmente acontece é que, ao alcançar um milhão, não nos damos por satisfeitos e queremos mais um milhão. Como disse Salomão, “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido. (Ec 5.10). E nossa vida passa a ser vivida em função de ganhar dinheiro. Mas é possível viver para dinheiro sem jamais ser possuidor de muito dinheiro! O que caracteriza esse tipo de relação com o dinheiro é que ele passa a ser a medida da vida para nós. Acreditamos que felizes são os que têm dinheiro; e nos sentimos infelizes! Passamos a viver o constante sentimento de estamos incompletos, por causa do dinheiro que não temos e gostaríamos de ter. O dinheiro pode nos tornar miseráveis e não é a vontade de Deus que sejamos miseráveis.

Viver uma vida miserável por causa do dinheiro, seja por tê-lo ou por sentir falta dele, é desviar-se da fé em Cristo. É negar sua obra de redenção em nossa vida. Ele veio nos trazer vida abundante e isso não tem a ver com dinheiro! Se amarmos o dinheiro colocaremos em risco nossa fé e estaremos expostos a sofrer muitas dores. Devemos nos humilhar diante de Deus e teme-lo para que o dinheiro não se torne uma ameaça. Devemos nos submeter a Jesus e suplicar a influência do Espírito Santo de Deus para que sejamos orientados no uso do dinheiro e na forma como nos relacionamos com ele. Devemos torna-lo um servo dos propósitos de Deus. Isso não acontecerá sem que oremos, procuremos aprender e viver as verdades cristãs e estejamos dispostos a obedecer. Ore mais sobre sua relação com o dinheiro e se preciso, procure ajuda. Faça do dinheiro, seja lá quanto você tenha, uma fonte de benção. Para você e para outros!

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