Não se perca do Natal

“Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galiléia para a Judéia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.” (Lucas 2.4)

A gravidez de Maria já estava adiantada. Não aparece um anjo para dizer ao casal que deveriam ir a Belém. Havia profecias indicando a pequena vila como o lugar de nascimento do Messias. O que levou Maria e José a pegar a estrada foi uma obrigação imposta pelo decreto de César, ordenando uma contagem dos judeus devendo cada um voltar à cidade de seus pais. Não seria o melhor momento, mas não havia opção. E eles foram.
O percurso não era fácil e envolvia cerca de 150 quilômetros. Alguns dias de viagem e a parte final bastante montanhosa. Nas condições em que Maria estava, a viagem para ela seria ainda mais penosa. Mas foram e lá chegando, na mesma noite em Jesus nasceu.

Belém, naquele instante, tornou-se o centro do universo. A terra ignorava o acontecimento, mas os céus voltaram-se completamente para aquela pequena vila próxima a Jerusalém. Havia uma estrela especial, alguns afirma ser a mesma luz que tem estado em nosso céu nesses dias, proveniente da superposição entre Júpiter e Saturno. A ciência dos astrônomos do oriente misturada com a fé nas profecias os levaram até lá. Três deles, com presentes pois, indiferentes à simplicidade do lugar e do estábulo, reconheciam que naquela noite um Rei havia nascido.

Sim, o Rei dos reis. Mas quem acreditaria? Não havia evidência alguma de nobreza ou luxo. Havia um casal humilde, parte de um povo dominado, num estábulo com o cheiro característico da presença de animais e uma criança. Como toda criança, dependente da proteção de seus pais. A simplicidade da cena ocultava a grandeza do momento. Mas não de todos! Um Rei cujo Reino não é deste mundo havia nascido. Um Reino que mesmo invisível e por vezes silencioso, envolve todos os reinos do mundo. E um Rei dono de todo poder, cuja palavra cria e dá fim. Mas tudo isso estava oculto ali e só se poderia perceber pela fé. Um Rei que havia nascido para servir e dar a sua vida. Um Rei como nenhum outro. O natal é um mistério. O mistério do Rei que se faz Servo. Que em lugar de exercer seu poder  revelou seu grande amor e misericórdia. Que em lugar de riqueza, escolheu a simplicidade e a companhia dos mais humildes e necessitados. E que nos convida a segui-o e nos promete vida abundante. Não se distraia neste natal ao ponto de não perceber o que ele significa. Faça silencio por um instante. Do fundo da alma expresse sua gratidão. Por amor, Deus veio a nós. Ele não desistiu. É verdade: Deus se fez um de nós para nos levar de volta para Si. Celebre isso e agradeça!

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