Não foi bullying, foi um crime premeditado por um adolescente violento

Mensagem de luto é afixada no portão do Colégio Goyases (Foto: Sílvio Túlio/ G1)

Na delegacia, ele, que ameava os colegas dizendo que seus pais eram policiais e mataria a todos caso ele desejasse, contou que sua intensão era matar o João Pedro, de 13 anos, irmão mais velho de três, de uma família cristã, que afirma ter perdoado o atirador, embora peça respeito à memória de seu filho e discorde da versão sobre o bullying: “Não julgue o nosso filho, a nossa família pelas notícias que você tem lido. Nós e a escola sabemos que não foi assim. Somos pais presentes, disponíveis, empenhados na educação dos nossos 3 filhos”, escreveu a mãe em uma rede social.

João Pedro Calembo (à esquerda) e João Vitor Gomes foram mortos a tiros em escola de Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera).

A família de João Pedro, vítima colocada como algoz pelas manchetes de grande parte da imprensa do País, afirma que nunca recebera em casa queixa sobre o comportamento do seu filho. Do outro lado, o PM pai do atirador também afirmou, em depoimento à polícia, nunca ter sido notificado pela escola de que seu filho sofria bullying, tampouco, o garoto teria comentado nada do gênero em casa.

Como disse uma psicopedagoga da PUC: “Não é possível que nem a família nem os profissionais da escola detectaram isso”!!! Indagações como essa surgem e se agigantam ao ler notícias em que o menor atirador afirma ter se “inspirado” no massacre de Columbine, que deixou 12 alunos e um professor mortos nos Estados Unidos em abril de 1999, e no do Realengo, quando 12 pessoas foram mortas na Escola Municipal Tasso da Silveira, em abril de 2011 – ambos os casos tem os atiradores na figura de menores que sofriam bullying dos colegas e, então, “decidiram pôr fim a dor de uma forma violenta”.

Fato é que no caso de Goiânia, por dois meses o menor planejou sua ação. Mas, se seus pais nap sabiam que ele, supostamente, era vítima de bullying na escola, como iriam perceber seu filho, debaixo do mesmo teto que eles, planejando matar colegas de sala, não?! Além disso, o motivo dele ser ridicularizado seria por não usar desodorante, segundo um dos sobreviventes do atentado. Ora! Que indagação boçal me ocorre: se ele, de fato, era mau cheiroso, qual a proximidade desses pais que ainda não tinham conhecimento disso?!

Dispensa dizer, por uma pessoa que está gordinha, que já esteve na infância e ouvia “bujão 70 cai no chão e não arrebenta”, que cheiroso, ou, não, ouvir piadinhas de mal gosto causam um mal terrível à alma e à mente da pessoa. Mas, se estás mal cheiroso, resolva o problema. Se as “amolações” persistirem, comunique aos responsáveis. Encare a vida com mais leveza. As gerações atuais são bombardeadas com termos novos que se aplicam a quase tudo e agigantam problemas facilmente resolvidos com pais presentes e filhos bem criados, rodeados por amor e, sobretudo, atenção.

Como disse Jordan Campos, psicoterapeuta transpessoal clínico, iridólogo, escritor, palestrante, conferencista e músico – com base nas matérias lidas sobre o assunto e no conhecimento de mundo (aquele que nos ajuda a entender a palavra) – não foi bullying.  “O GATILHO que deu o start em seu plano de matar pode ter surgido da provocação de seus colegas, sim. Foi uma reação desmedida, autoritária, perversa e calculada a um conflito em que ele se viu inserido. A falta de preparo emocional e educacional deste jovem para lidar com frustrações é o ponto alto deste simples quebra-cabeças. Quando somos colocados frente a um conflito, ou o enfrentamos, ou fugimos ou paralisamos. As vítimas de bullying costumam paralisar e passam anos no gerúndio do próprio verbo que identifica este problema. Bullying é uma ressaca, um trauma no gerúndio, que vai minando as forças, destruindo a autoestima e a identidade frágil de suas vítimas.

No caso do adolescente em questão ele não teve tempo de ser vítima de bullying, ele simplesmente enfrentou a provocação de ser chamado de fedorento com base em sua formação de personalidade, filosofia de vida, exemplos e criação, reagindo. Colegas de sala disseram que ele era adorador do nazismo, cultuava coisas satânicas e quando provocado dizia que seus pais, que são policiais, iriam matar os provocadores se ele pedisse!!!! BINGO!!!!” . Leia a íntegra do texto do Jordan Campos.

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