Namorados aquecem vendas em sex shops; sexóloga indica ‘bom senso’

Empresários apontam que Dia dos Namorados é melhor período de vendas.

‘Para ser prazeroso, tem que estar em consenso’, aconselha a terapeuta.

Velas beijáveis, kit inspirado na trilogia 50 tons de cinza, fantasia, chibata e gel excitante com sabor são opções de presentes eróticos encontrados em sex shop

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há quem prefira alternativas mais ousadas e opte por presentes sexys para agradar no Dia dos Namorados. Em Salvador, a reportagem entrou em contato com sex shops e comprovou que a procura por acessórios para aquecer a noite romântica está alta desde a segunda-feira (3).

Dona de um no bairro da Barra, Jucimara Bartel indica que este é o melhor período de vendas. “Brinco que o meu Natal [no sentido de vendas] é no meio do ano”, diz.

Segundo a Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDLBA), a data ocupa, geralmente, o quarto lugar no ranking dos melhores períodos para vendas no comércio baiano. O primeiro lugar fica com o Natal, seguido pela Liquida Salvador [ação promocional no estado logo após o carnaval] e o Dia das Mães.

A consulta feita em alguns sex shop aponta que os homens preferem presentear as mulheres com lingeries mais ousadas ou produtos como géis térmicos e massageadores. Os kits com mais de um produto têm saída garantida. As mulheres, por outro lado, tentam surpreender os namorados com caneta beijável, géis excitantes, com diversos sabores, e velas comestíveis, por exemplo.

A empresária Dayane Borges, dona de um sex shop no bairro da Pituba, sugere que, para quem tem pouco tempo de namoro, o melhor é presentear com algo mais “simples” para não assustar. “O homem pode dar uma lingerie e a mulher um gel excitante. Para quem é casado ou está junto há muito tempo, depende da fantasia. Mulheres com mais de 40 anos procuram muito gel excitante. Para homens com mais de 40 anos, tem um produto que retarda a ejaculação”, detalha.

Jucimara Bartel afirma que o indicado para quem está no início de um relacionamento é que “não vá com todo gás”. “Se [a compra] não for combinada, leva algo light, como gel excitante, massageador, vela que perfuma o ambiente e vira gel para corpo. Os casados, normalmente, compartilham as compras”, explica.

A empresária destaca que os acessórios citados na trologia “50 tons de cinza”, da escritora britânica E. L. James, têm sido muito procurado, como chicotes, algemas de punho, perna, cordas, cintos de castidade, vendas de olhos e mordaça. “Rezo todos os dias para essa autora, vende muito”, brinca. O gasto médio de um presente em um sex shop gira em torno de R$ 55 e R$ 80.

Bom senso

Quem pensa em dar um presente ao parceiro no Dia dos Namorados com intenção de esquentar a relação e surpreender com acessórios eróticos precisa ter cautela na hora de escolher o que vai comprar. Segundo a terapeuta de casais Mirna Rosier, a abordagem é bastante delicada e o ideal é que haja entrosamento do casal que permita a “ousadia”.

“[A iniciativa] vai do conhecimento que um tem do outro, do bloqueio, de até que ponto o parceiro tem. Normalmente, antes de um presente erótico, o casal já vai fazendo exercício, se preparando para surpreender com a realização da fantasia. De surpresa é complicado, pode gerar um inconveniente. Vai muito da percepção, da leitura que um faz do outro. Até para a surpresa tem que ter bom senso”, aconselha.

A sexóloga Karla Kalil afirma que a melhor forma de presentear o parceiro com um presente mais sexy é entrando em acordo com ele. Segundo ela, a conversa prévia é um bom começo e a combinação do que vai ser dado ou até a ida ao sex shop junto pode quebrar o tabú para quem pretende começar a esquentar a relação com os acessórios eróticos.

“O ideal é que seja comprado em conjunto ou que tenha acordo prévio. Quem nunca tocou no assunto e chega com um gel ou caneta de pintar [o corpo], não é boa opção. Quando vai começar [a usar acessórios eróticos], a primeira coisa é a conversa prévia. Às vezes, surgem questionamentos. É bom ter a sintonia prévia habilitando para isso”, afirma.

Para não correr o risco de perder o romantismo e de não ser cafona, a sexóloga afirma que é preciso avaliar o grau de sintonia que existe entre o casal. “Depende muito do casal. Pode ser um símbolo, tudo depende da sintonia, da intimidade do casal. Tem casais de dez anos que a mulher nunca usou uma cinta-liga e isso pode ser novidade para eles.Tem gente que diz que nunca recebeu flores. Não tem receita de bolo. Para a coisa ser prazerosa, tem que estar em consenso com os dois, tem que ser tudo conversado”, avalia a sexóloga.

 

 

 

Fonte: G1

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