MST e CUT interditam trevo da BR-101 em protesto contra a prisão de Lula, em Teixeira

 

Diversos pontos da RB-101 estão interditados. Foto reprodução WhatsApp

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT) interditaram o trevo da BR-101, em território do município de Teixeira de Freitas, por volta das 9h10 desta sexta-feira (06/04). Os manifestantes são contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e, em ato de protesto, queimaram dezenas de pneus, provocando uma grande nuvem de fumaça no entorno e em parte da cidade. Um congestionamento se formou em cada lado da rodovia por causa do protesto. O jornalismo d’OSollo esteve no local, conversando com as lideranças do MST e da CUT.

MST e CUT interditam trevo da BR-101 em protesto contra a prisão de Lula, em Teixeira. Fotos: Lenio Cidreira/Osollo

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), conhecido como PC, disse “estamos aqui fazendo essa paralisação em defesa da democracia e pela liberdade do nosso companheiro Lula. Entendemos que esse julgamento, esse cenário que está montado, é um cenário fascista, com o propósito de impedir a candidatura do Lula, não pra combater corrupção coisa nenhuma, porque se fosse pra combater corrupção, Temer estaria preso, Aécio Neves estaria preso, porque foram eles que foram encontrados com a mala cheia de dinheiro. Então, não tem essa história de combater a corrupção, e o povo brasileiro vendo esse cenário está na rua, na Bahia estamos fazendo paralisações em Salvador, Feira de Santana, Serrinha, Baixo Sul e Extremo Sul da Bahia. Estamos aqui com 900 pessoas, paramos agora ao meio-dia, vamos voltar a interditar. Essa mobilização é por tempo indeterminado, enquanto esse processo não for passado a limpo, a verdade, a população vai estar se mobilizando”, enfatizou o líder do MTS.

João Climário, advogado e coordenador da CUT da região

João Climário, advogado e coordenador da CUT da região, afirmou que a “CUT está presente sim, aqui e em todo o Brasil, puxando esse movimento pela democracia, pelo restabelecimento da ordem do estado democrático de direito”. E completou: “O que eles estão fazendo é um estado de exceção, onde, pra Lula tem um comportamento, pra outros políticos, tem um comportamento todo diferente, então esse Judiciário não é o Judiciário que a gente quer, um Judiciário que está rasgando e ferindo a nossa constituição, pra poder simplesmente impedir que uma pessoa líder mundial seja candidata”, opinou João ao OSollo.

Muita fumaça era vista no local. Foto reprodução WhatsApp

Climário acrescentou que “estamos aqui para dizer que não aceitamos a prisão de Lula. Isso é no Brasil inteiro, nós vamos resistir até o último momento. Estamos fazendo todos os recursos jurídicos cabíveis, porque a prisão que o Moro decretou é arbitrária, ilegal e injusta com um homem como Lula”.

Batista, agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF)

Já Batista, agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), contou que a interdição começou pela parte da manhã, fruto da decretação da prisão do ex-presidente Lula. Segundo ele, a paralisação não deveria acontecer, “porque vai gerar mais riscos para o cidadão que usa a pista. Outra coisa, a manifestação do pessoal é sobre o Lula, o usuário que está usando a pista, ônibus, ambulâncias e demais transeuntes não tem nada com isso. Essa manifestação, o local está errado, a forma está errada, os danos estão errados, e todos aqueles que estão colocando pneus na via deveriam ser responsabilizados pelos danos e os ricos que estão fazendo às outras pessoas”, externou o agente da PRF.

Já comentou que, recentemente, todos visualizaram na imprensa que teve uma manifestação dessa desfavorável ao ex-presidente Lula, “onde bloquearam o ônibus da comitiva, e eles não gostaram, porque fere o direito de ir e vir, então é a mesma coisa aqui, nossa pisa é muito perigosa, já é de natureza, uma interdição dessa por longo tempo, a falta de paciência [dos motoristas] pode [levá-los a] colidir na traseira de outros carros, inclusive, podendo causar danos materiais e até a morte, então esse pessoal vem, faz a manifestação, e vai embora, e ninguém se responsabiliza por isso”, concluiu Batista.

Em intervalos de duas em duas horas os manifestantes liberam a pista e, depois, voltam a interditar. Não há previsão de quando eles irão liberar em definitivo às vias que dão acesso a importantes cidades da região.

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