Mosaico de Áreas Protegidas do Extremo Sul da Bahia define estratégia de ação

Foto: Associação Flora Brasil
Com o objetivo de definir diretrizes e planejar as ações para os próximos anos, a Comissão Pró-Conselho Gestor do Mosaico de Áreas Protegidas do Extremo Sul da Bahia – MAPES realiza nos dias 24 e 25 de março, a Oficina de Planejamento Estratégico do Mosaico. O encontro será realizado em Santa Cruz de Cabrália-BA (Pousada Aldeia Portuguesa – Rodovia BR367, Km 77, Coroa Vermelha) e não é aberto ao público externo.

Participam da oficina, representantes das organizações não governamentais, comunidades tradicionais e órgãos governamentais do extremo sul baiano. A proposta é que, de forma coletiva, sejam definidas a forma de atuação do Mosaico, suas prioridades, metas e perspectivas.

O MAPES foi reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente em dezembro de 2010. Ao todo, o Brasil conta com 10 mosaicos homologados. O mosaico é uma ferramenta prevista no Sistema Nacional das Unidades de Conservação (SNUC) para garantir uma gestão territorial coletiva e participativa. “Existimos enquanto mosaico pelas nossas semelhanças biofísicas, socioeconômicas, políticas e culturais e pelo objetivo comum de preservação dos atributos ambientais e culturais, mas identidade se constrói ao longo do tempo. Assim deve ocorrer com o MAPES”, destaca Raquel Mendes Miguel, chefe do Parque Nacional Pau Brasil e integrante da Comissão Pró-Conselho Gestor do Mosaico.

Sobre o MAPES – O Mosaico de Áreas Protegidas do Extremo Sul da Bahia abrange três municípios (Porto Seguro, Prado e Santa Cruz de Cabrália) e 12 áreas protegidas e suas zonas de amortecimento, sendo 5 federais (Parques Nacionais do Pau Brasil, Monte Pascoal e Descobrimento, Reserva Extrativista Marinha do Corumbau e Refúgio de Vida Silvestre Rio dos Frades), 2 estaduais (Áreas de Proteção Ambiental de Caraíva-Trancoso e Coroa Vermelha), 1 municipal (Parque Municipal Recife de Fora) e 4 particulares (Reservas Particulares do Patrimônio Natural Veracel, Mamona, Carroula e Rio Jardim).

Nasceu da necessidade de articular as ações desenvolvidas por diversas organizações e lideranças comunitárias em busca da recuperação e proteção da Mata Atlântica e da melhoria das condições de vida das populações locais. É uma proposta de gestão territorial coletiva e participativa que busca o fortalecimento de uma cultura voltada para o desenvolvimento socioambiental.

Fonte: Bruna Hercog/Associação Flora Brasil

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