Morre Waldir Pires, governador que emancipou Eunápolis

Morre Waldir Pires, governador que emancipou Eunápolis
Morre Waldir Pires, governador que emancipou Eunápolis. Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil

Morreu aos 91 anos, nesta sexta-feira, 22 de junho, em Salvador, de complicações devido a uma pneumonia, o ex-governador da Bahia Waldir Pires, também ex-ministro da Defesa e ex-Ouvidor Geral da República.

Waldir, então governador, assinou o decreto que emancipou Eunápolis em 1988, por conta disso recebeu, em 2008, a comenda 12 de Maio, concedida aos notórios que contribuíram ou contribuem com o desenvolvimento do município.

Com a morte dele, o poder público agora passa a ter um nome de peso disponível para colocar nas obras da cidade, seja uma rua, escola, posto de saúde ou qualquer outra de relevância.

Breve biografia – Natural de Acajutiba, na Bahia, Francisco Waldir Pires de Souza foi governador da Bahia entre 15 de março de 1987 e 14 de maio de 1989. Foi eleito deputado federal em dois períodos: de 1º de janeiro de 1990 até 1º de janeiro de 1994 e de 1º de janeiro de 1999 até 1º de janeiro de 2003. Entre 31 de março de 2006 e 25 de junho de 2007 foi Ministro da Defesa. Seu último cargo público foi como vereador de Salvador entre 1º de fevereiro de 2013 até 31 de dezembro de 2016.

Morre Waldir Pires, governador que emancipou Eunápolis
Então governador da Bahia, Waldir assinou, em 1988, decreto que emancipou Eunápolis. Foto: Jornal Clarim

No dia 14 passado, amigos, admiradores e familiares se reuniram, no Palácio Rio Branco, para o lançamento do livro Waldir Pires – Biografia (vol.1), escrito pelo jornalista e escritor Emiliano José, amigo há quatro décadas de Waldir, que completaria 92 anos em outubro.

O livro refaz a trajetória do político, de 1926, quando Waldir nasceu, na localidade de Cajueiro – mais tarde Acajutiba, filho de José Pires de Sousa e de Lucíola Figueiredo Pires de Sousa, até o ano de 1978, quando ele retoma os seus direitos políticos após o fim do Ato Institucional nº 5 (AI-5).

O primeiro volume da biografia destaca a formação intelectual e acadêmica de Waldir, que viveu a infância e adolescência na cidade de Amargosa, onde estudou as primeiras séries. Fez o ginásio no Clemente Caldas, em Nazaré das Farinhas, e o Clássico, no Colégio Central, em Salvador.

Acadêmico – Além das funções políticas, Waldir foi coordenador dos Cursos Jurídicos da Universidade de Brasília (UnB), onde também ensinou Direito Constitucional. Em 1950, aos 24 anos, ocupou o cargo de secretário de Estado da Bahia durante o governo de Luís Régis Pacheco Pereira. No mesmo ano, casou-se com Yolanda Avena Pires, falecida em 2005. Foi eleito deputado estadual em 1954, e deputado federal em 1958, quando atuou como vice-líder do governo Juscelino Kubitschek.

No ano de 1963, foi escolhido pelo governo João Goulart para o cargo de consultor-geral da República. Em 1970, após seis anos no exílio, decidiu retornar ao Brasil. Ao retornar ao país, impedido de exercer atividade política, foi perseguido e teve dificuldades para se empregar novamente. Nesse período, dedicou-se ao trabalho à frente de uma pedreira. Até que em 1978, com o fim do AI-5, recupera os seus direitos políticos.

Dos anos de 1978 até o presente, a sequência da história, será contada no segundo volume do livro do jornalista – que está em fase de revisão e com previsão de ser lançado ainda neste ano. O foco será a carreira política, que inclui a eleição ao governo do Estado da Bahia, em 1986, e os novos mandatos como deputado federal nas eleições de 1990 e 1998. No governo de Luís Inácio Lula da Silva, exerceu o cargo de ministro de Estado do Controle e da Transparência da Controladoria-Geral da União, em 2003, e Ministro da Defesa, em 2006.

Luto oficial – “A Bahia e o Brasil não perdem apenas um político. Waldir Pires era um exemplo de caráter e retidão, na vida pública e na vida privada. Dedicou boa parte de seus 91 anos à defesa da cidadania e à construção de um  Brasil melhor. Esse legado serve de herança e inspiração para todos nós. Com temperança e coragem, bem ao seu estilo, levaremos adiante seus ideias. Meus sentimentos, em especial à família e aos amigos, e que Deus nos conforte a todos”, afirmou o governador Rui Costa que decretou cinco dias de luto oficial no estado.

Fonte: Bahia 40 Graus

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