Mobilização em prol da vida – Porto Seguro realizará seminário de prevenção ao suicídio

No dia Mundial de combate ao suicídio, 10/09, as atenções concentram-se para uma desoladora realidade que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), indicadores alarmantes apontam realizações de mortes autoprovocadas.

Estatísticas

No Brasil, o número expandiu entre 2000 e 2016, de 6.780 para 11.736. As maiores taxas de crescimento foram registradas entre jovens e idosos, de acordo com o Ministério da Saúde. Atualmente, 32 brasileiros se suicidam diariamente, conforme dados divulgados pelo movimento Setembro Amarelo. No mundo, ocorre uma morte a cada 40 segundos. Aproximadamente 1 milhão de pessoas se matam a cada ano.

O secretário de saúde, Kerrys Ruas, enfatiza que, ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, quem comete suicídio demonstra sinais que requerem atenção e cuidados. “É muito importante que exista o apoio familiar, de amigos, para que a pessoa se sinta protegida, amada e com possibilidades de seguir adiante, sem atentar contra a própria vida. Procurar apoio e ajuda especializada, no âmbito da saúde e demais setores sociais, é fundamental, pois trata-se de um problema grave e não poder ser negligenciado”, declara.

Apoio e valorização da vida

Uma série de atividades alusivas ao Setembro Amarelo, que teve início com desfile cívico da Independência do Brasil, em Porto Seguro, ao reunir profissionais da saúde mental e usuários, pretende incentivar o engajamento de todas esferas sociais a lutar pela nobre causa em favor da vida.

Seminário de prevenção ao suicídio  

Para tratar deste e de outros assuntos relativos ao tema,  com a finalidade de abranger a discussão e a prevenção das mortes autoprovocadas, a Secretaria de Saúde de Porto Seguro, através da Saúde Mental (CAPS), em parceria a Secretaria de Educação, realizará Seminário de Prevenção ao Suicídio: Fortalecendo a Rede de Cuidado, no Centro de Cultura, dia 26 de setembro, a partir das 8h.

Cronograma

Integra a programação, o desenvolvimento de palestras e cursos voltados aos aspectos psicossociais em situações de risco de suicídio, envolvendo fatores, a exemplo do bullying, racismo e homofobia; comportamentos suicidas e automutilação de crianças e adolescentes; drogas e suicídio: desafios e estratégias de enfrentamento.

“O suicídio é um fenômeno complexo, de múltiplas determinações, mas saber reconhecer os sinais de alerta pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, nosso intuito é subsidiar a política pública de prevenção, a partir do fortalecimento da rede de cuidado municipal, com a realização do seminário. Fatores como isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem indicar necessidade de ajuda. Todos devem estar alertas, mobilizados, para evitar o suicídio das pessoas que não podem desistir da vida”, enfatiza a superintendente da saúde mental, Vandermilza Barbosa.

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