Militantes do movimento negro sofrem atentado a tiros quando iam para Congresso

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Militantes atacados a tiros entre Itabuna e Ubaitaba

Quatro ativistas sociais, que militam no movimento negro, seguiam para o 5º. Congresso da União dos Negros pela Igualdade (UNEGRO) em São Luís do Maranhão, na Universidade Federal daquele estado. Os ativistas iam apresentar uma proposta de políticas públicas afirmativas para as unidades quilombolas e afro descendentes do Extremo Sul da Bahia. Era a madrugada do dia 8 de junho, uma quarta-feira. Entre Itabuna e Ubaitaba, o carro em que circulavam foi alvo de diversos disparos, partidos de outro carro, sem que se pudesse atinar quem praticava a ação criminosa ou os motivos para isso. O carro dos ativistas era conduzido por Valdeir Soares, representante estadual da UNEGRO, e, além dele, estavam no veículo Alimeleque Zulu, coordenador da Casa de Cultura Candeeiro Urbano e diretor do Projeto Pérola Negra, Dário Castelamary, Engenheiro Civil, coordenador do Candeeiro Urbano e Coordenador do Projeto Pérola Negra e Marceli Portuária Poeta, advogado e ativista cultural e ambiental. Dois dos passageiros do veículo, Valdeir e Dário, foram atingidos pelos disparos. Em contato com a reportagem do Sollo, Alimeleque Zulu explicou que desde Itamaraju notaram um carro que vinha atrás do deles. Como o trânsito era intenso, não colocaram maldade no fato. Pouco depois de Itabuna, o carro apareceu de novo, acelerou e começaram os disparos. Conta Zulu que Valdeir acelerou, buscando fugir do alcance dos disparos, mas os agressores continuaram a perseguição. Desistiram depois de algum tempo, já com o carro dos ativistas chegando em Itamarati. De lá, em ambulância e escoltados por um carro de Polícia, retornaram à Itabuna, onde os feridos foram medicados. Dário levou um tiro no abdômen, na região das costelas e Valdeir teve o joelho atingido por uma bala. Na manhã do dia 10, eles permaneciam em Itabuna, onde Dário ainda estava sendo submetido a exames, por haver a possibilidade de ter o pulmão sido invadido pelo sangue. Depois dos exames, segundo Zulu, eles retornarão a Teixeira de Freitas, já que não há mais tempo útil para chegarem a São Luís.

A Polícia Civil instaurou inquérito para elucidar quem foram os autores da agressão e a motivação que os levou a ela.

Da Redação

Foto: Sul Bahia News

 

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