Meio ambiente: “lixão” de Teixeira de Freitas agora é aterro sanitário

Teixeira de Freitas é a cidade Polo do Extremo Sul da Bahia e se tornou referência em gestão pública e pioneirismo em processos de desenvolvimento. Por mais que muitos municípios ainda não compreendam os resíduos (lixo) com o potencial econômico que ele tem, Teixeira de Freitas iniciou o processo de adequação e valorização das pessoas que tiram seus sustento dos materiais para reciclagem. A principal conquista neste sentido foi o a transformação do Lixão de Teixeira de Freitas em Aterro Sanitário. Processo este que passou por um conjunto de ações integradas, fruto da parceria entre a Prefeitura de Teixeira de Freitas e o Construir – Consórcio Público Intermunicipal de Infraestrutura do Extremo Sul da Bahia.

Hoje, quem trabalha no aterro sanitário já consegue enxergar facilmente as melhorias que aconteceram. Segundo o Moacir Carlos, encarregado pela administração do aterro: “o lixo era despejado em local inadequado e os impactos ambientais eram claros”. Ele segue: “nosso objetivo é promover qualidade de vida para os mais de 80 trabalhadores que trabalham todos os dias separando e recolhendo materiais recicláveis no aterro”, destacou.

A reestruturação geral aconteceu por meio de intervenções do Consórcio Construir com a secretaria de infraestrutura de Teixeira de Freitas e seguiu etapas necessárias à transformação do lixão em aterro sanitário, visando gerar subsídios às políticas públicas, para esse, o processo continue sendo realizado de forma, tecnicamente, adequada e ambientalmente segura.

Este trabalho tem como norteador a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com base na Lei 12305/2010, que determinou que, a partir de outubro de 2014, todos os municípios brasileiros deveriam depositar seus resíduos sólidos urbanos (RSU) somente em aterros sanitários. Após o inicio da atual gestão municipal, foram identificadas diversas mudanças necessárias para a destinação correta das 180 toneladas de lixo produzidas diariamente em Teixeira de Freitas.

Segundo o engenheiro ambiental, Uillian Araújo, o trabalho realizado no, agora, aterro sanitário da cidade foi determinante para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, transformando o problema do lixão, que se arrastava há várias gestões, em um aterro controlado. “É importante salientar que o grande volume de lixo sem a gestão correta provocava a fluidez de chorume, contaminando o solo e atraindo vetores como moscas, baratas e ratos, que dividiam espaço com catadores que possuem o lixo como única fonte de renda para subsistência”, explicou. Chorume é o líquido poluente, de cor escura e odor nauseante, originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos. No aterro, este processo é controlado.

A adaptação do espaço e as evolução para aterro, só tem pontos positivos. Como, por exemplo, para quem precisa passar horas por lá. A coleta de material reciclável no aterro sanitário foi o meio de vida que o Sebastião Silva Vitor, encontrou para conseguir sustentar a família. “Eu sou hoje o líder aqui dos catadores, ajudo a orientar o trabalho. Nós coletamos, separamos e vendemos. Nós conseguimos tirar mais ou menos uns 250 reais por semana, com o que catamos. Essa foi a alternativa que tivemos para sobreviver e temos orgulho do nosso trabalho”, disse Sebastião.

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