Medo de Deus

“Senhor, não me castigues na tua ira nem me disciplines no teu furor.” (Salmos 6.1)

Você tem medo de Deus? Talvez seja difícil não sentir algum, em algum momento. Afinal, Ele é Deus e nós, pecadores. Gente que pensa, sente, faz e escolhe em oposição a Deus. E as vezes não somos apenas falhos: somos rebeldes. Deliberadamente desobedecemos. Afrontamos Deus com nossa determinação para fazer o que queremos, mesmo sabendo que não é o que Ele pede para fazermos. As vezes agimos como surdos e cegos para Deus. Há quem viva assim e nem sequer pense em Deus. Mas um cristão pensa, embora as vezes tenha vontade de não pensar. A verdade é que, em algum momento fica claro que a nova criatura que podemos ser em Cristo ainda não foi completamente formada. Já somos, mas ainda não, como escreveu João  (1 Jo 3.1). Mas, voltemos à pergunta: você tem medo de Deus? Se tem, por que tem? Se não tem, por que não tem?

O salmista está pedindo misericórdia para não precisar ter medo de Deus. A misericórdia abranda o medo. E Deus é chamado por Paulo de Pai das Misericórdias (2 Co 1.3). Para Jeremias, Ele é o Deus cujas misericórdias se renovam a cada manhã (Lm 3.22-23). Ou seja, a cada manhã elas estão como se não tivessem sido usadas! O depósito das misericórdias de Deus está completamente cheio de novo! Quanto ao salmista, ele parece estar sob o peso da culpa, talvez por haver  pecado. Ele não tem defesa, não tem como negar o mal praticado diante daquele que tudo sabe. Ele parece ter medo de ser aniquilado. Então pede que Deus não aja movido por ira ou furor. Será que Deus age assim, dominado por ira? Algumas imagens do Antigo Testamento levam a pensar que sim. O modo como Jesus tratou os mercadores da religião no templo, com suas bancas de cambio e oferta de animais para o sacrifício, também (Jo 2.15). Mas, não é preciso ter medo de Deus.

Devemos temer a Deus, sem ter medo de Deus. Devemos reconhecer o lugar, o poder, a santidade, a grandeza de Deus. E jamais devemos nos esquecer de que somos amados por Ele. Podemos sim ser repreendidos, mas não para sermos aniquilados. Ele nos ama e nos repreende para termos vida, alegria e paz. Ter medo comprometeria toda nossa relação com Deus. Assim como uma criança não deveria jamais ter medo de seus pais, assim também a relação entre nós e Deus jamais deveria ser mediada pelo medo. Entre nós e Deus, assim como entre pais e filhos, deve ser o amor o mediador da relação. Mas, não estamos livres de sentir medo de Deus e, se sentirmos, podemos orar como o salmista. Deus nos ama e é cheio de misericórdia. Seu amor desfaz o medo. Sua misericórdia dá esperança. Por Sua graça, Ele nos ouve. O salmista que começou com medo a sua oração, terminou feliz: “O Senhor ouviu a minha súplica; o Senhor aceitou a minha oração”. É o que ele diz no verso 9. Não brinque com o pecado, não abuse da bondade de Deus e não viva com medo de Deus. Ele ama você e é misericordioso. Ele ouve a sua súplica e aceita a sua oração. Assim como fez com o salmista!

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