Marginalizados de hoje e amanhã – (I)

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direito”.(Art.1 da Declaração Universal dos Direitos do Homem,ONU).

A utilização desmedida das diversas formas de drogas e de suas consequências em âmbito nacional já não causam estupefação no Brasil, apenas se transformaram em números da crônica policial expostos na midia eletrônica ou impressa, concretizados em mortes, sequestros, agressão à propriedade alheia e desagregação familiar, com a participação expressiva da juventude brasileira.

Quais fatores levam ao consumo de drogas, licitas ou ilicitas, com ênfase para as ultimas, reconhecidamente aquelas que, quando não matam, destroem a capacidade fisica e mental transformando o individuo em doente e pária social ?

Numa sociedade de consumo não ter poder,o mínimo que seja, lamentavelmente significa não ser cidadão. Vê-se, por consequência, a exclusão social derivada da não-participação sócio-econômica, seja pela inexistência de patrimônio, acesso ao trabalho ou provimento da própria renda. Em consequência, o Brasil, por suas desigualdades sociais, é constantemente apontado como um dos campeões mundiais no campo da marginalidade, com milhões de nacionais clamando por cidadania.

Dentre os fatores responsabilizados pela marginalidade social entre os jovens , observa-se que, no campo da educação, há argumentos que explicam – em parte – o porquê de tanta ocorrência e os contributos á sua efetividade, quando se analisam alguns dados do Censo Demográfico brasileiro do IBGE, datado de 2010.

Aponta o Censo de 2010 que a população brasileira existente era da ordem de 190.755.799 habitantes, sendo de 45.364.276 a população em idade escolar, assim distribuida : 10.925.893 na faixa etaria de 0 a 3 anos; 8.696.672, na faixa de 4 a 6 anos; 26.309.730 na faixa de 7 a 14 anos; 10.357.874 na faixa de 15 a 17 anos. À época, a taxa de analfabetismo nacional era de 3,9% para a faixa de 10 a 14 anos; e de 9,6%, na faixa de 15 anos ou mais. Observe-se que, espantosamente , no período, apenas 63,4% dos jovens de 16 anos haviam concluido o ensino fundamental e que 50,2% dos jovens de 19 anos concluiram o ensino médio. Neste particular, um verdadeiro ultrage á formação da juventude e, quem sabe, desperdicio dos recursos empregados, verdadeiro estado de lesa-patria brasileira !

No caso da Bahia, em igual período, o Estado contava com 14.016.906 habitantes, dos quais 3.569.004 em idade escolar,ou seja 25,5%s da população total, assim distribuida : 841.630 de 0 a 3 anos; 679.302 de 4 a 6 anos; 2.069.162 de 7 a 14 anos; e 820.540 de 15 a 17 anos. Era de 6,19% a taxa de analfabetos, na idade de 10 a 14 anos e de 16,6% os analfabetos de 15 anos ou mais de idade.

Como se vê, as taxas de analfabetos baianos( 6,19% e 16,6%) estão bem acima daquelas nacionais (3,9% e 9,6%), para as faixas etárias de 10 a 14 anos e de 15 anos ou mais, o que, do ponto de vista da exclusão escolar e da marginalidade potencial, trazem referências estatisticas negativas sobre as ofertas do ensino na Bahia e das consequencias sociais a elas relacionadas.

(Continua na próxima edição)

 

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