Mãe faz apelo para comprar medicamento para filho de 2 anos em Itanhém

Mãe faz apelo para comprar medicamento para filho de 2 anos em Itanhém. Foto Água Preta News

A história da itanheense Daiane Ribeiro dos Santos, 30 anos, é igual a de centenas de outras mães que não têm condições de comprar medicamentos de uso contínuo para seus filhos. Com o marido desempregado e rendimento mensal de apenas R$ 185, que vem do Bolsa Família, não há outra opção senão apelar para a secretaria da Saúde.

“Pago R$ 150 de aluguel e vivo da ajuda de pessoas que me dão uma coisinha aqui, outra acolá”, explica Daiane, com a voz embargada no telefone.

Seu único filho é Luiz Gustavo Santos Matos, de 2 anos e 7 meses. Hiperativo, ele faz uso diariamente de risperidona, de 1 mg, um medicamento que trata alguns tipos de psicoses e tem bom resultado para casos como o dele.

“Sem o remédio ele fica muito agitado e não dorme direito”, detalha a mãe que, sem ver outra saída, na manhã desta quarta-feira, 13, publicou um vídeo nas redes sociais, apelando para que alguém compre a medicação para ela.

Daiane disse ter ido na secretaria da Saúde três vezes, mas não conseguiu o medicamento.

“Eles disseram que só tem em comprimido e meu filho [por ser ainda bebê] toma o remédio na forma líquida”, enfatizou.

Mas a dificuldade de Daiane, seu pequeno Luiz e seu marido, que é vaqueiro mas está desempregado, não se resume apenas na falta deste medicamento. A ausência de alimento para o café, almoço e janta também é uma batalha constante em sua casa, que fica na periferia da cidade de Itanhém.

“Já fui 10 vezes na secretaria da Assistência Social fazer o cadastramento para receber cesta básica e eles só falam que vão visitar minha casa e não vão”, concluiu.

Fonte: Água Preta News

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