Luiz Fux defende aprimoramento na área digital para evitar ‘incidentes’

Luiz Fux defende aprimoramento na área digital para evitar ‘incidentes’ – Foto: Rosinei Coutinho

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou que os percalços na área da tecnologia sofridos por diferentes órgãos do Poder Judiciário nas últimas semanas demonstrou que é preciso haver aprimoramento técnico para entregar aos cidadãos “uma Justiça digital imune de incidentes”.

“Os avanços têm o seu preço, e nós verificamos que nós precisamos nos aprimorar nessa área da tecnologia, principalmente porque estamos lançando, através do Conselho Nacional de Justiça, o programa Justiça 100% digital”, disse o ministro. A fala do presidente do STF aconteceu durante a primeira reunião do Comitê de Segurança Cibernética do Poder Judiciário, criado pelo CNJ na quarta-feira passada, depois de o STJ ter o seu sistema invadido por hackers.

Fux, que também preside o CNJ, citou como exemplos tanto o ataque cibernético ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), quanto os problemas que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrentou durante a apuração dos votos do primeiro turno das eleições municipais, no domingo.

“Por outro lado, nós não podemos deixar de reconhecer eventos que ocorreram no STJ, que ficou uma semana parado, e o TSE, que também noticiou que houve problemas na apuração das eleições em decorrência de incidente relativo à área digital, que nós precisamos nos aprimorar”, apontou.

Comitê

Segundo Fuz, a inciativa de criar o comitê nasce do “afã do aprimoramento, da entrega de uma justiça digital imune de incidentes”. “Diante de todos incidentes que ocorreram, estamos aqui tentando nos aperfeiçoar”, disse.

O ministro também apontou que “hoje é uma exigência de todas as instituições que pretendem investir no país, que seja um país aprimorado tecnologicamente”.

Segundo Fux, o objetivo do comitê é estabelecer as políticas públicas que o Poder Judiciário deverá adotar para o aperfeiçoamento como instituição do Estado.

O comitê será coordenado pelo juiz auxiliar da presidência do CNJ, Alexandre Libonati, e contará com a participação de outros dez especialistas de diferente tribunais.

Fonte: Valor Econômico

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