Livros lidos e amados

 

” Cada pessoa tem o passado fechado em si mesmo, como um livro cujo autor conhece as páginas de cor, mas os amigos só sabem ler o título. ” VW.

A Biblioteca Central do Estado da Bahia foi inaugurada em 13/05/1811, é a primeira biblioteca pública do Brasil e da América Latina, estive lá algumas vezes nos anos 80, temos hoje em Salvador oito bibliotecas, muito pouco para uma cidade de três milhões de habitantes, enquanto Lisboa com 800.000 mil habitantes tem dezoito bibliotecas.

No nosso país vivemos numa zona cinza e instável, sem o incentivo a cultura “O apanhador do campo de centeio”, de Salinger, obra marcante, virou lenda ao longo dos anos, e fez de seu autor, Jerome David Salinger, um dos maiores mistérios da história recente da literatura, mexeu com o comportamento da juventude do mundo todo.

Tenho também o livro “O fio da Navalha”, de William Somerset Maugham. O título foi retirado de textos sagrados da Índia. Mas, também poderia ter se originado de um provérbio hassídico que diz que “A vida é um fio de navalha. De um lado, o Inferno. Do outro, o Inferno” – uma vez que o tempo todo no livro somos lembrados que a qualquer momento podem ocorrer imprevistos (bons e ruins) e cabe a nós manter o equilíbrio em nossa vida.

Tem uma frase bela e significativa: “Mesmo que ao meio-dia, a rosa perda a beleza que teve na madrugada, a sua beleza naquele momento foi real, nada no mundo é permanente e somos tolos em desejar que algo dure para sempre, mas seremos mais tolos ainda se não apreciarmos a beleza enquanto a temos”. Tenho a Bíblia que li, todo dia lia uma página.

“Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos.” (II Coríntios 4, 8-9).

Gostava da livraria Saraiva, hoje Escariz, no Shopping Barra. Ali encontrava “Copelo”, aposentado do Banco do Brasil, lia livros históricos, não tinha filhos, nem celular, era viúvo, morava sozinho com seus 80 anos, existiu e faleceu.

Quando lia se concentrava, a fala só no momento do cafezinho. Encontrei certo dia
lendo “Formação Histórica do Brasil”. Solidão, era solidão que alimentava seus dias mas tinha o mundo mágico da leitura na companhia de Dostoievski, Leon Tolstoi, Somaset Maugham e Herman Herss, entre outros, onde a sabedoria humana é revelada.

Sem a introspecção da leitura o cérebro não adquire o “saber”, seria um rosto sem cérebro. A evolução tem como meio a leitura, impedindo a escravidão do viver.

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