Jurista baiano Taurino Araújo completa 50 anos de história

Jurista baiano Taurino Araújo. Fotos: divulgação

Ao fazer minhas as palavras de dona Solange e do Luciano Almeida Alves — que antes se anteciparam em idênticos viva ao célebre baiano, brasileiro e nordestino que construiu umas das poucas teorias com abrangência mundial — digo que é chegada a hora de registrar nos Anais do Senado, da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia a profundidade e mérito que nos levam a celebrar o cinquentenário de Taurino Araújo, CBJM um importante pensador do nosso tempo, quando mais não seja, reafirmando a impossibilidade de enquadrá-lo em classificações pequenas, mas somente a partir dos Campos Interdisciplinares.

Professor Agenor Sampaio Neto, autor do artigo

Blaise Pascal ensina que toda a dignidade consiste no pensamento. É daí que devemos elevar-nos e não do espaço e do tempo que não poderíamos preencher. Em Taurino, temos a raridade e o mérito da polimatia, do “pensar bem” sobre os mais variados assuntos, o que não é nada fácil desde que a assimilação de todo o conteúdo por apenas um sujeito se tornou quase impossível, desde Leibnitz.

Na contramão da “impossibilidade”, entretanto, Taurino Araújo criou sistema novo através de sua hermenêutica da desigualdade e, por isso, tem sido foco de unânime prazer estético em decorrência do seu “excepcional e significativo entrelaçar de ideias ao qual já se atribuiu tantos usos no âmbito do Governo, Negócios, Educação, Direito, Saúde e Terceiro Setor; análise, terapia, método, filosofia, pedagogia, autoeducação”, registra Conça Barreto, em Imortal e Culto, Taurino já nasceu grande (A TARDE, 22/10/2018).

Ali, a articulista se refere à tessitura científica, do imperdível Hermenêutica da desigualdade: uma introdução às Ciências Jurídicas e também Sociais, constructo revolucionário, brasileiro, nordestino e universal em relação ao qual se anteciparia dona Solange Paula em Taurino Araújo, meu compatriota (A TARDE, A 2, 1º de dezembro de  2017)  agora, para falar do aniversário de Taurino Araújo que, em dezembro de 2018  (na mesma quadra em que a extraordinária obra é lançada), completa significativos cinquenta anos de idade.

Através de verdadeira Ação de Graças, vamos todos celebrar a vida e a obra de Taurino Araújo, CBJM, com os sugeridos registros nos Anais das Casas Legislativas maiores do nosso país e assim completar, nos planos real, simbólico e imaginário (Jacques Lacan), através das respectivas Moções de Aplauso, tanto no merecido Samba-Enredo para Taurino na Marquês de Sapucaí, quanto na paráfrase de dona Solange, a partir de João Ubaldo Ribeiro, p. 690: “Temos de ser tudo, mas antes temos de ser nós, entendeu? Como é seu nome? Tudo, tudo, tudo, tudo! Psssi! Viva o povo brasileiro [Viva Taurino Araújo], viva nós”!

Por Agenor Sampaio Neto, catedrático de Teoria do Direito e Hermenêutica da Universidade Estadual de Feira de Santana(UEFS) [email protected]com

 Texto originalmente publicado no JORNAL A TARDE, A2, 10 DE DEZEMBRO DE 2O18. 

1 COMENTÁRIO

  1. Taurino Araújo, o filho da Bahia multifacetado em seus cinquenta anos de História e com fortes marcas em suas lutas políticas, sociais é filosóficas. Neste diapasão ele se entrelaça com a própria História da Bahia.

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