Jequié: Galinhas combatem escorpiões em presídio, diz diretor

Gatos também são vistos no local e ajudam a diminuir quantidade de ratos.

Segundo diretor, galinhas foram colocadas na unidade na gestão anterior.

Cerca de 14 galinhas e 30 gatos atuam no combate a baratas, escorpiões e ratos no Conjunto Penal de Jequié, no sudoeste da Bahia. As informações são do diretor adjunto da unidade prisional, Erivelton Lopes, em entrevista nesta quarta-feira, 5. “Eu assumi a gestão em novembro de 2013 e as galinhas já estavam lá, e esses gatos também. Eu não achei que levaria risco à comunidade prisional. As galinhas combateram escorpiões e baratas e os gatos eliminaram a enorme quantidade de ratos do local”, disse Lopes.

Gatos encontrados na unidade ajudam a combater ratos no local (Foto: Defensoria Pública da Bahia/Divulgação)
Erivelton informou que, no caso das galinhas, a direção foi responsável por levar os animais até o local a fim de evitar a proliferação de escorpiões. “Tinham duas galinhas em cada módulo. A dedetização demora muito, aí a gestão anterior resolveu colocar duas galinhas em cada pavilhão. A respeito dos gatos, não fomos nós que trouxemos. Começou com um, com dois, e aí agora tem mais de 30 gatos no presídio”, relata.

Segundo ele, as galinhas foram colocadas dentro da unidade por ordem da gestão anterior do presídio. Em relação aos gatos, ele não soube informar como os animais apareceram na unidade.

De acordo com o atual diretor do presídio, Neto Bulhões, as galinhas já foram retiradas e já foi solicitada também a retirada dos gatos. Ele desconhece a informação de que os animais foram colocados propositalmente na unidade.

“Os gatos aparecem lá e ficam. Nunca foi colocado gato para combater nada. Os gatos vão chegando. Não foi autorização minha. Nunca autorizei não. As galinhas também já existiam e tem umas duas”, disse.

Inspeções

De acordo com a defensora pública, Yana Araújo, foram feitas três inspeções no presídio em 2013. Segundo ela, a situação da unidade é crítica por causa da falta de dedetização e higiene, além da superlotação. A capacidade do presídio é para 368 detentos, sendo que existem 857 atualmente. “O presídio não tem condições de receber mais detentos. Não foi o governo que colocou os animais lá dentro, mas o governo está sendo omisso com essa situação. Existem gatos e galinhas para evitar a proliferação de ratos e insetos. Não sei informar como esses animais entraram no ambiente”, conta.

Infiltrações também são registradas nas celas da unidade (Foto: Defensoria Pública da Bahia/Divulgação)
Segundo ela, os detentos de Vitória da Conquista seriam transferidos para a unidade de Jequié por causa da interdição do módulo do Presídio Nilton Gonçalves e, por causa disso, uma liminar foi concedida pela juíza de Jequié para impedir a transferência.

“Desde que chegamos, percebemos que a situação era precária. As condições clamam por uma interdição, mas não pedimos para interditar porque senão eles iriam para Vitória Conquista e lá também a situação está ruim. E se fossem para Salvador ficariam distante de família. Nós queremos uma medida que seja razoável e prudente”, conta Yana.

Para o diretor adjunto da unidade, as reclamações dos internos em relação aos escorpiões e ratos melhoraram muito após a incidência de galinhas e gatos no local. Segundo ele, uma determinação da Superintendência de Gestão Prisional da Bahia pediu a retirada dos animais nesta quarta-feira. “Colocamos apenas as galinhas e essa retirada já foi cumprida”, confirma. Ele não soube informar qual órgão foi responsável por retirar os animais. Os gatos também devem ser retirados da unidade.

 

 

 

Fonte: Danutta Rodrigues/G1

 

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