Itacaré: Salva-vidas entram em greve por falta de estrutura de trabalho

Profissional diz também que primeira parte do 13º salário ainda não foi paga.

Secretário afirma que questões estão sendo regularizadas.

Os salva-vidas da cidade de Itacaré, um dos principais destinos de turistas do sul da Bahia, iniciaram greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam melhor estrutura de trabalho e o fim dos atrasos nos pagamento dos salários.

Segundo o salva-vidas Alisson Reis, todos os meses os vencimentos são pagos após o quinto dia útil, que é o prazo máximo dado por lei para que os salários sejam depositados. “Nós também ainda não recebemos a primeira parcela do 13º, que era para ter entrado em 30 de novembro”, acrescenta.

Alisson também destaca a falta de materiais básicos de trabalho. “Não temos apito, bandeira, prancha, nadadeiras, fardamento. Não podemos colocar nossas vidas em risco por conta da omissão do poder publico”, reclama.

Ele diz que a greve está respeitando a legislação, que exige o mínimo de 30% do efetivo trabalhando. O salva-vidas adiciona que, se a prefeitura regularizar ao menos a questão dos materiais, eles voltam a trabalhar imediatamente. Ao todo, Itacaré possui 38 salva-vida que cobrem cerca de três quilômetros de orla.

O secretário de Administração de Itacaré, José Sidenilton Jesus Pereira, informou ao G1 que eles dependem de repasse para depositar o 13º salário, e que o pagamento será realizado integralmente no prazo máximo da segunda parcela, que é 20 de dezembro.

“Já a questão do material de trabalho, fizemos uma licitação em novembro, entretanto nenhum fornecedor se interessou. Foi marcada uma nova licitação, que já ocorreu e está na fase de homologação, para podermos comprar o material o mais rápido possível”, revela José Sidenilton. “Não há risco das praias de Itacaré ficarem sem salva-vidas durante o evrão”, garante o secretário.

Fonte: G1

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