Itabuna: Representantes de entidades cacaueiras entregam documentos a políticos da Bahia, contendo reivindicações para fortalecimento da economia do cacau

Entidades cacaueiras entregam documento reivindicatório a Imbassahy e Jutahy Magalhães

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Os presidentes dos Sindicatos Rurais de Ilhéus e de Barro Preto, da Associação dos Produtores de Cacau (APC), da APC Cooperativa de Cacau, do Instituto Pensar Cacau (IPC), do Movimento Somos Todos Cacau, da Associação dos Pequenos Produtores de Ilhéus, Una e Buerarema (Aspaiub) e da União de Defesa da Propriedade (UDP) entregaram ao deputado e líder do PSDB na Câmara Federal, Antônio Imbassay, um documento contendo reivindicações consideradas essenciais para o fortalecimento da economia cacaueira que ainda sente os reflexos do impacto da vassoura de bruxa, com impacto em toda a cadeia produtiva. O documento foi resultado de uma série de debates entre lideranças dos produtores do Sul da Bahia e foi recebido também pelo ministro das Cidades, Bruno Araujo, que estava acompanhado do deputado federal Jutahy Magalhães e pelo deputado estadual Augusto Castro, pré-candidato a prefeito de Itabuna.

No texto encaminhado ao líder do PSDB, os produtores solicitam a interlocução do parlamentar na abertura de créditos para o custeio da lavoura cacaueira e investimento. Também pede uma resolução definitiva para o endividamento dos produtores, resultante do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira da Bahia (PRLCB).

Ministro

O ministro Bruno Araújo fez uma homenagem ao jornalista José Adervan pela passagem dos 35 anos do Agora e se comprometeu a apoiar o pleito dos produtores junto às autoridades da área econômica. Já o deputado Imbassahy não só se dispôs a ser interlocutor dos produtos nas instâncias governamentais como se comprometeu com uma audiência das lideranças regionais com o presidente da República.

O deputado Antônio Imbassahy se mostrou sensível às reivindicações dos produtores. Ele disse que acompanha o drama da cacauicultura desde a introdução da vassoura de bruxa no Sul da Bahia, o que desempregou 250 mil trabalhadores nas cidades e no campo, além de deixar descapitalizados e endividados mais de 30 mil agricultores.

Reivindicações

Para o ex-superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart, o documento é resultado de um consenso entre os produtores e visa o fortalecimento da lavoura cacaueira, que ainda sofre as consequências da vassoura de bruxa e foi duramente castigada em função das dificuldades de acesso ao crédito formal, enfrentando um pesado endividamento junto aos bancos oficiais em função do insucesso de parte do plano de recuperação da lavoura cacaueira. Ele lembrou que os produtores hoje têm a tecnologia, mas não têm acesso ao crédito.

O produtor Águido Muniz considera que o documento reflete o pensamento dos produtores e pede a interveniência do deputado junto ao governo para o destravamento do crédito de custeio que foi suspenso há mais de 25 anos e uma solução para a dívida de mais de R$ 1 bilhão em função do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira, que está descapitalizada e sem acesso a novos financiamentos para a produção.

Ele lembra que, além dos problemas econômicos, os produtores do Sul da Bahia enfrentam problemas com a estiagem que resultou numa perda de 10% a 15% das áreas plantadas e prejuízos de até 80% da produção do temporão deste ano em áreas consideradas tradicionalmente produtoras de cacau.

 

 

 

Fonte: Agora

 

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