Itabuna: Prefeitura presta assistência às vítimas de incêndio no Vila Paz

Por determinação do prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) está prestando toda a assistência às quatro famílias que perderam barracos, móveis, eletrodomésticos, roupas, comida e documentos pessoais no incêndio acidental ocorrido no início da tarde segunda-feira, 14, na comunidade da Vila da Paz, na saída de Itabuna para Ilhéus. O incêndio começou em um dos barracos, depois do descuido de um dos moradores que cozinhava num fogão a lenha e, não causou prejuízo ainda maior por causa da ação rápida do Corpo de Bombeiros.

A Prefeitura de Itabuna deslocou equipes da SAS e da Coordenadoria Municipal da Defesa Civil e veículos para remover as nove crianças, cinco adolescentes e 10 adultos para imóveis alugados pelo município, mas os chefes das famílias não quiseram deixar o local. Eles preferiram buscar abrigo na casa de parentes e vizinhos, alegando que não poderiam ficar longe do Rio Cachoeira, de onde tiram parte do sustento com a pesca. 

O secretário de Assistência Social, Francisco Edes Batista, ainda insistiu que todos iriam para um lugar seguro, com toda assistência da Prefeitura, o que incluiria pagamento do aluguel social. “Como não aceitaram, não podemos retirá-los à força. Então, fizemos o cadastramento e estamos garantindo lanches, almoço, colchões e forros de cama para todos atingidos pelo incêndio”, disse o secretário, que pessoalmente coordenou o trabalho de assistências às vítimas.

Francisco Edes afirmou ainda que a maioria das famílias do Vila da Paz estão cadastradas no Programa Minha Casa, Minha Vida e ainda são beneficiadas com programas sociais desenvolvidos pelo município, a exemplo do Nossa Sopa, que é executado em parceria com as Voluntárias Sociais da Bahia. Entre os que não quiseram deixar o local está pescador Elias Gonçalves Reis, 66 anos. “Não sei morar em outro lugar. Não teria como pescar. Eu só saio daqui se todo mundo for removido e não tiver mais jeito”, resistiu. Ele morava no barraco com mais seis pessoas: a mulher, filhos e netos.

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil mais uma vez notificou moradores dos imóveis que ameaçam desabar. “Há três meses estivemos aqui, cadastramos cerca de 70 imóveis e informamos aos moradores sobre os riscos de acidentes de grandes proporções. O monitoramento aqui e outras áreas de riscos da cidade tem sido constante”, explicou o coordenador Roberto Avelino.

Ascom da prefeitura

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