Instagram lança nova ferramenta para pais controlarem perfil dos filhos

Instagram lança nova ferramenta para pais controlarem perfil dos filhos. Foto Ascom

O Instagram está lançou nesta quinta-feira, 15 de setembro, uma nova ferramenta para que os pais tenham maior controle do perfil de seus filhos na rede social. Chamada de “Central da Família”, a nova aba está sendo disponibilizada em todo o mundo.

O novo recurso vai permitir que os pais ou responsáveis tenham acesso direto a informações importantes do perfil de seus filhos. Os pais poderão ver quem seus filhos seguem e quem segue o perfil das crianças, além de também ser notificado toda vez que o jovem denuncia uma conta no Instagram.

Também será possível visualizar quanto tempo os pequenos passam na rede social da Meta e até estabelecer um limite diário para uso, levando em consideração a flexibilidade exigida para os finais de semana ou horários diferentes do dia.

“É importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. Não é para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na família”, disse a líder de políticas públicas do Instagram para a América Latina, Natália Paiva, em entrevista à Folha de São Paulo.

Vale ressaltar que o recurso vincula o perfil do adolescente ao perfil de seus pais, no entanto, isso só pode acontecer perante autorização da conta a ser monitorada. Além disso, qualquer um dos perfis pode interromper a vinculação a qualquer momento.

Além do controle parental, a nova aba do Instagram também terá conteúdo educativo para quem é responsável pela supervisão dos filhos. “Os pais se sentiam de mãos atadas e se perguntavam como orientar as crianças se eles próprios não conhecem a rede. Tentamos mostrar que o conhecimento técnico não suplanta o conhecimento socioemocional”, relata Paiva.

A saúde mental de adolescentes tem se tornado uma grande preocupação da Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, após denúncias da ex-funcionária Frances Haugen, que apontou que a empresa tinha noção de quanto suas redes sociais poderiam ser tóxicas para jovens e adolescentes.

Além disso, as denúncias de Haugen, que foram feitas ao jornal The Wall Street Journal em setembro do ano passado, apontam que os jovens poderiam ser direcionados para conteúdos que encorajam a automutilação.

Entre as denúncias de Haugen, também está a alegação de que o Facebook foi alertado por funcionários que o foco em engajamento da rede social estava ajudando no espalhamento de notícias falsas. Porém, a empresa teria ignorado os avisos em nome da maximização dos lucros e do domínio do mercado.

Fonte: Olhar Digital

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